Parece que o Grupo Parlamentar do Partido Socialista renovou a frota automóvel adquirindo um Audi 5 e três VW Passat. Tratando-se de meros deputados e não de ministros, teria sido política mais sensata e não ficariam menos bem servidos se optassem por uns Golfs, ou Civic ou qualquer outro digníssimo carro dessa gama. Seriam irrelevantes os patacos que poupariam, mas relevante o sinal que davam à nação. Todavia o caso é de somenos e é mais uma triste marca dos dias que correm que possa provocar algum escândalo, denotando apenas o crescente e punitivo ressentimento social que grassa em Portugal.
Só que o sr. Carlos Zorrinho veio à liça justificar-se na sua página pessoal do Facebook e, como parece ser timbre da sua corporação, teve artes de transformar uma frivolidade numa asneira, escrevendo, ou melhor, alinhavando, esta preciosidade:
“Eu sou democrata e quero que tudo se saiba. Até que deixei de puder usar em serviço um BMW 5 para usar um Audi 5 porque era signitivamenrte [sic] mais barato.”
Descontem-se as gralhas de quem escreveu sem rever (mau sinal!) mas atente-se no português macarrónico, próprio de quem se diploma ao Sábado (a frase é, no mínimo, crítpica) e na miserável mentalidade que denota. Um bocadinho de juízo, não há?

Eu também não sou a favor de populismos, mas isto é demais. Então estes tipos têm de andar de Audi numa altura em que um casal de classe média vai passar a pagar quase 50% em impostos (sem incluir a SS)? Isto assim não vai acabar bem.
Deve ser slang.
Desculpem voltar à carga mas… a verdadeira questão é: por que carga de água os deputados tem direito a carros de serviço? Não recebem já ajudas de custo?
Seria bem mais útil o grupo parlamentar investir em aulas de português. Pagar por pagar, já que é sempre à nossa custa, que seja para uma boa causa.
Sim, aquele “até que deixei de puder…” está aqui a parecer-me quase pior do que a nova tabela do IRS.
Sinceramente, os automóveis tanto se me deu como se me dá, não é por aí. Agora, como muito bem mostra, a prosa… E é um “doutor por extenso”.
É mais correto dizer aulas de brasileiro ( para não ferir suscetibilidades e estar “à la page” com os franceses, que já fazem dicionários français-brésilien. o/4070882/dictionnaire-mini-larousse-bre silien-francais-bresilien-francais).
http://www.livrariasaraiva.com.br/produt
“Brasileiro” é uma língua que não existe, caro J. Além disso, essas correções sem “c” não me convencem.
Excluindo a mania de grandezas que todo o politico Português tem, ainda assim fica impossível não registar a lata destes que emitem sacrifícios ,e, ou nem sabem ou nem querem saber o que que é que isso significa.
O argumento do renting e do leasing é conversa de “encher chouriços”, entre um e outro o que há a registar é a mudança de fornecedor. Antes uma empresa de aluguer, agora uma financeira… qual será o Banco?
Ora! Está bem que é só Zorrinho. Mas não estavam à espera que trocasse um Tornado por um burrinho, pois não?
“crítpica”????
gralhas de quem escreveu sem rever (mau sinal!)
Bem apanhado! “Até que deixei de puder” reparar na gralha.
Meros deputados? Os ministros respondem perante eles…
E sendo, ademais, deputados socialistas, laicos e republicanos, é preciso carros a condizer com tais virtudes. Parafraseando uma senhora italiana que viveu em Portugal, “Quem quer repúblicas que as pague”
O Zorrinho que se vá “puder”…