Mais escolhas


lauraramos,

Lancei-lhe o desafio porque sei que é um leitor impenitente. Não quebrou a corrente, mas as respostas vieram-me parar às mãos. Acho que um delituoso como ele fica muito bem entre nós e por isso, com pena de não poder roubar-lhe o excelente fundo musical com que nos brinda lá no seu sítio, aqui deixo as escolhas do Júlio Machado Vaz.

 

1– Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Para Sempre de Vergílio Ferreira. Uma meditação exemplar sobre uma narrativa de vida em busca da perfeição.

 

2 – Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Não me costumo encarniçar, se o encanto não surge ponho livro de lado sem grandes problemas de consciência. O último foi O Cemitério de Praga, de Eco.

 

3 –  Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
A Poesia Completa de Eugénio de Andrade. Se me acompanhou até aqui, por que não até ao fim?

 

4 – Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Uma Tese de Mestrado italiana sobre Guilherme Belibasto. Há anos que tento encontrá-la…

 

5 –  Que livro leste cuja ‘cena final’ jamais conseguiste esquecer?
A cena final dos Maias. O meu Pai tinha razão sobre o Eça – está lá tudo.

 

6 –  Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Sim. Devorei de tudo, desde Os Cinco ao Sandokan, o Tigre da Malásia, passando pela Condessa de Ségur e Mickey Spillane.

 

7 – Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Testut, Tratado de Anatomia. Ainda tenho pesadelos por isso…

 

8 – Indica alguns dos teus livros preferidos

As Velas Ardem Até Ao Fim, Maray; Cyrano de Bergerac, Rostand; O Amor nos Tempos de Cólera, Márquez; As Palavras, Sartre;  Confissões, Santo Agostinho; A Sombra do Vento, Zafón.

 

9 – Que livro estás a ler neste momento?
Um livro sobre Leonor de Aquitânia.

 

10 – Indica dez amigos para responderem a este inquérito.

Não tenho amigos com blogs, pelo menos que eu saiba.

8 comentários em “Mais escolhas”

  1. Ando há anos a tentar contactar com Machado Vaz. Em vão: o blogue dele consegue ser tão ou mais hermético do que o do Pacheco Pereira, através de amigos comuns não tem resultado, marcar um encontro no consultório é inadequado e já vou convivendo com a ideia de nunca conseguir tal feito. Paciência. O assunto é (ou era) curto e muito curioso, mas pessoal. Arredada a possibilidade do contacto, fica o caso guardado comigo e fica ele sem o saber.

  2. Gostei das escolhas e coincido no Vergílio Ferreira.
    Do Eugénio de Andrade, claro, já sabia… como não?
    E acredito bem nesse horror ao Testut, era quase geral entre os meus colegas de medicina (ainda pontificava, pois! Tb. era “têtu”, o seguidismo das facs ao calhamaço…)
    Confissões: tenho e vou namorando de lado, i. é, lendo aos supetões, ainda sem espírito de forcado que enfrenta o peso pesado.
    Leonor de Aquitânia? Fiquei curiosa…

  3. Hum… o Júlio Machado Vaz aqui no Delito? Que emoção! Obrigada, Laura, por esta surpresa. Aqui para nós sou fã dele há bué. Enfim, sou uma entre milhares. Mas contra isso, batatas…

    1. Pois, Teresa…acho que somos todas fãs. Alguma razão tem de haver, agora que penso nisso…
      É que nem aquela Maria a quem ele escreve constantemente nos demove, irra! Que falta de amor próprio o nosso 🙂

  4. Ena, coincidimos em 3 livros preferidos! (incluo o Cyrano, que me esqueci de citar nas minhas respostas e é um dois livros da minha vida). Fico contente. E também por vê-lo por aqui, claro. Bem-vindo, Júlio Machado Vaz.

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