Mais cem escritores indispensáveis (76)


Pedro Correia,

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«Quem busca a verdade do homem deve apropriar-se da sua dor.»

Georges Bernanos (1888-1948)

8 comentários em “Mais cem escritores indispensáveis (76)”

  1. La libertad, ¿para qué?
    Bélgica, Africa del Norte ’ Diciembre de 1946 – primavera de 1947
    Un profeta no es profeta de verdad sino después de su muerte, y hasta ese momento no es un hombre muy tratable. Yo no soy profeta

  2. ontem estive a pensar que em nada nos distinguimos dos outros animais , o resto da fauna tem o mesmo padrão de comportamento há milénios e parece que nós , apesar de dotados de “razão” , seguimos o mesmo caminho , não há meio de nos libertarmos dos instintos

    1. Nunca nos libertaremos por completo dos instintos – e ainda bem. Um ser humano sem instintos estaria condenado à extinção. O instinto sexual, por exemplo. O instinto de conservação. O instinto de sobrevivência.
      São elementos vitais. Também nos distinguimos das máquinas graças a eles.

      1. como o filósofo antigo, marchar com a calma e a severa repressão dos instintos que o mundo inteiro, ante a sua profissão, tem o direito de exigir; o seu dever de cidadão impõe-lhe que tome, ao ecoar da voz bárbara, a lança que defende as oliveiras sagradas e os rítmicos templos. A sua linha, porém, o fio de cumeadas por que se alongam os seus passos melhores comportam apenas uma invenção superadora, um perpétuo oferecer aos seus amigos humanos de toda a descoberta possibilidade de um caminho mais belo e mais nobre.
        Vê-se como um guia e um observador de horizontes que se estendam para além dos limites do mar e dos limites do céu; a sua missão é a de pôr ao alcance de todos o que novamente contemplaram os seus olhos e de os ajudar a percorrer a estrada que abriu ou desvendou; com toda a humildade, todo o carinho que proveem de ter medido a imensa distância que ainda o separa de Deus e de ter aprofundado a tristeza e a treva em que se debatem e se amesquinham seus irmãos; inteligência e caridade não andam longe uma da outra quando são ambas verdadeiras.

        Agostinho da Silva, in ‘Considerações e Outros Textos’

  3. Há uma questão que me inquita.
    Quantos destes escritores irão ver os seus textos censurados?
    Ou melhor, que valor literário terá uma obra de autor reescrita por um trolha?
    Será que também irá abranger a poesia, em que o som das palavras também fazem parte do poema?
    O Mamadou dizia que tínhamos de matar o homem branco, mas aquilo que eu vejo é que estão a matar o preto, também já não há gordos nem feios, felizmente.
    Está explicado porque é que agora é tudo belo e cor de rosa.

  4. Dores e alegrias são inerentes ao que chama a “verdade do homem”. Ambas emergindo das determinações biológicas e exprimidas através dos códigos culturais sucedendo-se. A passagem do estritamente biológico para tais expressões suponho já pertencer ao campo antropo-sociológico no qual nada (a)risco mas será talvez especialidade do v. colaborador jpt.

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