
«Não há segurança para os que são ternos, por mais correcto que seja o seu caminho, por mais inocente que seja o seu destino.»
Dorothy Parker (1893-1967)

«Não há segurança para os que são ternos, por mais correcto que seja o seu caminho, por mais inocente que seja o seu destino.»
Dorothy Parker (1893-1967)
Una llamada telefónica
Não tem nada a ver diretamente, mas um dia destes tem de lançar aqui o debate sobre a qualidade de muitas traduções. Acabei de ler um livro chamado O Rei Traidor, não o tenho aqui mas creio que foi editado pela Leya: é sobre o Eduardo VIII e a sua americana e ainda estou em choque. O livro não é grande coisa, mas a tradução é simplesmente pavorosa.
Cumprimentos
Ponha nomes. Quem traduziu isso?
É um tema que já tenho abordado aqui. Com nomes fica sempre reforçado.
Não tenho o livro comigo neste momento comigo, mas posso dizer-lhe uma frase: “Morshead e Antony Blunt recentemente nomeados supervisor dos retratos do rei… (pag.271)”. Não há praticamente nenhuma página sem um disparate qualquer. Esta de chamar a um curador de arte um supervisor dos retratos do rei, não sei devo rir ou chorar.
Já dá uma pista. É bom que estas coisas sejamdiscutidas. E com casos concretos, melhor.
Confesso: é um tema que me interessa. Traduz-se muito mal em Portugal. Também porque, em regra, as traduções são miseravelmente pagas.
Algumas parecem vir do Google Tradutor, em “chinamarquês”, travestido de português.
Sim, tem a ver com ser muito mal pago e algumas vezes com a pressa em colocar o livro no mercado. Outra pérola, na página 358 – “O duque que se tinha candidatado em agosto de 1940 a um código para se manter em contacto com os alemães…”
Ou esta, falando de um amigo do casal, na página 313 . “Para além de dançar no coro de uma comédia musical…”
“Ternos” ? Nem o penses quanto mais dizê-lo.Haverá sempre algum rastejante que aproveita.
Lamento não ter sabido dos Processos de Moscovo,dos telegramas de Lenine,Ou da Grande Revolução Cultural,começara em 66 e não teve tempo de apreciar a “folia” das massas.