As redes sociais funcionam com surtos virais de pequenas e micro indignações. Alguém sopra uma coisa via telemóvel, o sopro salta para o twitter ou o facebook — e é quanto basta para se assemelhar a ignição de fogo pronta a incendiar a pradaria mas que afinal se limita a chamuscar uns canteiros. Mal as chamas irrompem num determinado local, logo outro foco se propaga noutro sítio com o mesmo grau de aparente intensidade do anterior e com a mesma duração média, que raramente ultrapassa a extensão dos dias úteis. Até porque o domingo se fez para o descanso.
E assim sucessivamente. Tudo macro indignado. Até à micro indignação seguinte.

Gostando dos poemas?
Obrigado. Como podemos melhorar?
Obrigado. Como podemos melhorar?
É um fenômeno curioso: o país ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.
Somos, socialmente, uma coletividade pacífica de revoltados.
Miguel Torga
Torga é sempre bem recebido aqui.
Tão actual que cada texto dele parece ter sido escrito ontem.
rio largo, sonho largo….´
igrejas de velhos cultos,
herois nas oraças erguidos ..
as frágeis células ceerbrais ressentem-se da falta de água
Hum…
Por falar em micro, então não é que vão tirar os sete anões à Branca de Neve? Dizem que é ofensivo.
Eu cá para mim acho que é por causa da distância social, eles são trabalhadores ela é princesa…e convém manter uma certa distância.
O feminismo galopante engole todos os anões machos. Começando no Dunga e terminando no Zangado.
Como é que eu não hei-de ficar micro indignado se só agora depois de velho é que me dizem que tive uma educação imoral e depravada.
Felizmente já embrulhei os meus livros todos de banda desenhada não fossem os meus netos ler aguns sem querer e depois sei lá se não iriam ficar com algum trauma.
Tintim e Asterix, sobretudo. Convém guardar quanto antes, tudo bem escondido.