Sempre ouvi dizer que uma andorinha não faz a Primavera. Mas uma maçã podre recolhida a tempo e horas também não dá cabo de um cabaz. Muito menos de um pomar.
Enfim, ele está convencido de que o problema é de maçãs enquanto o outro, o “ministro”, depois de João Rocha os ter ensinado a comer de garfo e faca, quer agora formar homens.
Pelo exemplo elevado que este dá logo na primeira oportunidade, está-se a ver que tipo de homens é que vão sair da academia.
O problema deles não são as maçãs podres. Uma maçã podre deita-se fora e pronto. Assunto arrumado.
O problema deles é o problema de todos. É também o problema da federação portuguesa de futebol, como é da liga de clubes, dos partidos ou do país. Enquanto não se livrarem das lagartas, as maçãs vão continuar a apodrecer. Por isso, o melhor mesmo é começarem pelas lagartas. E começando por cima é mais fácil: vão todas a eito.

As maçãs com lagartas são muito carnudas…
A transferência do atleta João Moutinho do SCP para o FCP prova aos adeptos leoninos que o inimigo não mora no outro lado da 2ª Circular. Este é mais astuto, velhaco, como prova a aproximação ao jogador feita em 2008 na cidade do Porto. Facilmente se conclui que a “maçã” não apodreceu sozinha, foi contaminada por um microrganismo, acabando por ter este desfecho, na linha dos outros negócios ruinosos com o “clube amigo”. Estranha-se é o facto das constantes propostas feitas pelos ingleses do Everton terem sido rejeitadas, denotando a incompetência directiva que grassa para as bandas de Alvalade. Por tudo isto, pela condição de submissão a um rival directo, temo que o treinador, director desportivo e presidente, não aguentem nos seus cargos até ao Natal graças ao aroma frutado em que vive o futebol português.