De acordo com o Diário de Notícias, dois alegados burlões, um de 30 anos e outro de 31, residentes na Amadora, terão sido detidos por comercializarem kits de produção de notas. Pelo visto, vendiam estes kits com a promessa de que bastaria colocar ali notas de euros que depois sairiam do outro lado com o valor triplicado graças a uma reacção química. Os dois alegados burlões terão sido detidos na quarta-feira, em flagrante delito, depois de terem recebido mais uma tranche de pagamento de uma vítima, uma mulher de 57 anos, comerciante, que no conjunto lhes passou cinco mil euros para as mãos. Um dos homens estará já acusado formalmente de burla noutro processo. Trata-se de uma situação registada em Março de 2013, em Loures, também relacionada com a venda de um kit de produção de notas. A vítima dessa vez terá sido uma mulher de 50 anos, empresária, que confiou 15 mil euros ao alegado burlão na esperança de triplicar o respectivo valor. Na notícia, a única coisa que não percebo é o excesso de cautela do Diário de Notícias. Insiste em chamar aos prevaricadores alegados burlões quando é óbvio que são culpados. Não tiveram, sequer, o cuidado de nomear um regulador que garantisse a solidez do negócio. E também não têm, ao que se sabe, investimentos imobiliários na Comporta.


Tenho aqui uma nota de 500,00€ que aluguei ao dia com (TAN) : 15% e (TAE) : 104,81%, para ver como era realmente e poder senti-la antes que o valor descesse para 100,00€… uma coisa dessas dava jeito.
Um kit de triplicar notas ! O sonho de qualquer burlista wannabe !
Já sei o que pedir para o aniversário! Ó família, comprem-me lá uma coisa dessas! Sempre quero ver como se Comporta…
Que mal me poderá acontecer com meia dúzia de centenas de euros ? Ir parar à prisão boa ou à prisão má? Pois se já andamos presos e agrilhoados por causa do vil metal há tanto tempo !
E ainda poderei eventualmente passar pela casa de partida e recolher mais algum…
Prisão má e prisão boa é muito bom!
Pois, o busílis da questão é a falta do investimento Com Portas !
Mais ou menos a propósito ocorre-me que o nome mais adequado ao empreendimento seria Herdade dos Semporta.
Caro R. Rocha:
Eu alinho mais no nome Herdade dos Porta Aberta (à fraude).
Parece-me adequado, M.S.
Pela teoria comentarista prevalente:
– os burlões vão processar o Banco de Portugal e o Estado, por estarem a gerar desconfiança nos investidores;
– a burlada vai processar o Estado e o Banco de Portugal, para reaver os 15 (45?) mil euros a que tem direito;
– os kits foram mesmo nacionalizados, não adianta negar.
Os kits nacionalizados também é muito bom.
Convém entender como crescem as crianças em famílias que se põem à margem da sociedade. Constituem-se grandes famílias, que vivem à parte, onde qualquer sensibilidade social é vista como uma doença. Os outros são vistos como uma raça à parte, pronta a ser caçada pelas suas vigarices. As crianças, algumas meio ranhosas, disputam logo com os primos a maior vilania, de forma a se tornarem patriarcas da família. Habituaram-se a viver com os rendimentos que lhe vêm do Estado, e procuram enganar a justiça. Os casamentos são arranjados entre si e ao longo do tempo foram-se espalhando pelo Alentejo.
A principal diferença é que já não vivem em caravanas, e exibem o ouro em botões de punho, em vez de cordões ao peito.