Na mesa de cabeceira (em duas pilhas), entre os que vou lendo e relendo e os que esperam a vez de serem lidos: O Conto da Ilha Desconhecida, José Saramago; Cem Poemas de Sophia, Sophia de Mello Breyner Andresen; Servidões, Herberto Helder; Dois em Um, Alice Ruiz S; Diário, Virginia Woolf; El Manuscrito Carmesí, Antonio Gala; Pedro, Lembrando Inês, Nuno Júdice; Poemas para Leonor, Maria Teresa Horta; Tradutor de Chuvas, Mia Couto; Raiz de Orvalho e Outros Poemas, Mia Couto; A Gaiola dos Periquitos, Luísa Venturini.
Na cadeira, alguns dos que ganharam estatuto de residentes: O livro do Desassossego, Fernando Pessoa; Poesia Completa, Manoel de Barros (obrigada pelo magnífico presente, querida Laura!); A Salvação de Wang-Fô e Outros Contos Orientais, Marguerite Yourcenar; Obra Poética, Jorge Luis Borges. E ainda A Obra ao Negro, também de Yourcenar, que comecei agora a ler.


Muito bem preenchida, a tua cabeceira. E com um livro que deixei a meio: hei-de falar nele muito em breve na minha série.
Qual será? Não quero estragar a surpresa, fico à espera do teu post.
Dentro de pouco tempo estas pilhas vão levar uma volta e alguns voltam para a estante. E dos residentes estão em falta as “Ficções” do Borges, e “A descoberta do mundo” de Clarice Lispector, que estão emprestados. 🙂
Agora já sei onde está um dos cinco mil exemplares do “Servidões”! 😉
E está muito bem acompanhado, já que está ao pé da Sophia, da Virginia, do Saramago, do Mia… e da Ana Vidal.
Agora a sério, tem aí 2 pilhas de luxo (e uma cadeira lindíssima) com escritores que muito aprecio.
Eu acabei ontem o “Amada Vida” da Munro (gostei) e estou a ler a Granta 2 e o “El Amor de Mi Vida” da Rosa Montero (claro que estou a adorar!).
🙂 Antonieta
Obrigada, Antonieta. Comprei dois exemplares e ofereci na semana passada um deles a uma amiga que queria muito tê-lo. Fiquei abismada quando ela me disse que já estão à venda por 130€, resultado da especulação causada por uma edição única. A cadeira é uma velha “peniqueira” que herdei e que já teve, nos seus tempos áureos, um belo penico da Companhia das Índias. Os meus filhos partiram-no quando eram pequenos, ficou a cadeira com uma almofada de madeira estofada e por baixo uma tampa para o vazio… 🙂
Ainda não li nada da Alice Munro, um dia desdes compro um dos livros de contos. A Granta é um projecto que aplaudo, ainda mais nos tempos que correm. Espero que não se esfume por falta de verbas, seria uma pena.
Ana, essa cadeira é mesmo extraordinária, eu diria que é mesmo uma preciosidade.
Este livro da Munro tem a vantagem de os últimos 4 contos serem autobiográficos, o que nos permite conhecer um pouco melhor a autora.
Na Granta 2 descobri uma escritora que não conhecia, Martha Gellhorn, que foi casada com o Hemingway.
Gostei imenso do artigo que ela escreveu sobre viagens e racismo.
🙂 Antonieta
A propósito do livro da Rosa Montero, de que a Antonieta fala mais acima: abri o livro e li-o praticamente num dia. Devia acabá-lo hoje. Só não o faço, entre outros motivos, porque quando gosto muito de um livro a partir de certa altura começo a retardar a leitura de modo a não terminar cedo de mais. Ainda esta semana me aconteceu, ao reler ‘O Leopardo’: estava a gostar tanto que deixei as cinco páginas finais para o dia seguinte.
Tinhas razão, Ana: ‘El Amor de Mí Vida’ é um livro imprescindível para quem gosta de ler.
Ahahah, tem graça, também já me aconteceu atrasar a leitura de um livro com pena de o acabar. Fico contente de saber que gostaste do livro da Rosa, calculei que isso aconteceria. Acho que pode até ser considerado um livro de referência, um guia para quem se inicia na literatura ou para quem gosta de boa crítica literária.
Bem, chamo livros de cabeceira apenas os que ganharam estatuto de residente permanente, mas fico muito satisfeito quando mais algum partilha comigo o mesmo: O livro do desassossego.
Gostei muito desse livro de Marguerite Yourcenar “A Salvação de Wang-Fô e Outros Contos Orientais”, tal como me marcaram as “Memórias de Adriano”, tenho andado tentado em adquirir “A obra ao negro”, mas ainda não cheguei lá.
Carlos, para mim “de cabeceira” são sempre os que por lá passam, e “residentes” são os que nunca de lá saem. 🙂
“Memórias de Adriano” é um dos melhores livros que já li em toda a minha vida, e os “Contos Orientais” são uma fonte inesgotável de ensinamentos. Para já não falar no “Livro do Desassossego”, que é isso mesmo: um desassossego vertiginoso onde leio sempre mensagens diferentes, por muito que o releia. Faz-me pensar, confunde-me e elucida-me, enfim… não o dispenso.