Divido a mesa de cabeceira em três, como se de uma roda dos alimentos se tratasse.
Num canto um livro mais relacionado com política, e a sua ciência, uma das áreas que mais me prendem.
Actualmente, e por muito tempo, estou a ler Ideologia e Razão de Estado, de Jaime Nogueira Pinto, leitura obrigatória que tanta falta faz à maioria da nossa classe política.
Noutro canto dou lugar à fantasia, à vivência de outras histórias e mundos. Debruço-me então sobre Lídia Jorge e o seu Combateremos a Sombra, onde vou psicanalisando o psicanalista Osvaldo Campos.
Porém nem só de livros vive o espírito.
Tendo o mau hábito de ter televisão no quarto, os DVDs também marcam lugar.
The Stanley Kubrick Collection, já a ser percorrida pela segunda vez, é o embalar definitivo, e o aglutinador das pragas que rogo de manhã, percebendo que mais uma vez não dormi o que devia…


André,
O Combateremos a Sombra é, com o devido respeito para quem gostar, um péssimo livro! Tenho curiosidade com a tese de doutoramento do Jaime Nogueira, há-de ser uma das próximas aquisições.
Um abraço,
Filipe
PS: Devias acrescentar, nesta semana, à tua colecção de dvd’s, o último derby para a taça. Uma preciosidade!
Filipe,
Entretanto já despachei o “Combateremos a Sombra”, quase todo, e estou tentado a concordar contigo. Ia eu dizer-te como é bom conversar contigo assuntos além política e vais logo buscar a bola… LoL! Tudo estragado!
Um abraço.
Gosto de gente que além de gostar de ler, aproveita o tempo repartindo as suas leituras em paralelo por vários géneros, partilhamos o gosto em dois: política ou ciência política e a ficção.
Reconheço que nunca fui um fã do vídeo, mas partilho o gosto por Kubrik.
Obrigado, Carlos!
É uma forma de ir dividindo atenções e não enjoar…
Kubrick é fabuloso, é muito mais que cinema! 🙂
Um abraço.
As séries ocupam-me muito tempo. Estive uns dias em Edimburgo e dei por mim, mal cheguei, a encontrar os episódios que perdi nestes dias. Walkind Dead, Boardwalk Empire, Masters of Sex, The Blacklist, The Mentalist, Person of Interest, Homeland e The Good Wife. Estas são as do momento. Muito tempo? Não, vejo-as porque gosto de as ver. É o tempo exacto. À custa de poucas horas dormidas, é verdade, porque há lugar também para livros. Gosto de Zapping e olhando para a minha mesa de cabeceira, encontro os seguintes: “As aventuras de Augie March”, Saul Bellow; “Hitler, uma biografia”, Ian Kershaw; “Spleen de Paris”, Baudelaire; e “Retrato do artista quando jovem”, Joyce. Dito isto, nada me “ocupa” mais tempo que o Benfica. Abraço.
Tenho conseguido resistir a isso da TV no quarto. Com graves custos para a saúde, tanto sofre a coluna devido ao sono solto no sofá
Não tenho nem terei TV no quarto. Mas deve ser um luxo ter o Kubrick à cabeceira, André. Um dos meus cineastas preferidos desde sempre.