[Foto: Pedro Cunha, Público]
Investigadores ou simples entusiastas da história e arqueologia do nosso país não têm assim tantos dias destes quanto gostariam, por isso há que assinalá-los: tudo indica que a Praça D. Luís I e a lama da Ribeira tenham preservado um pedaço da Lisboa quinhentista e seiscentista, pronta agora para contar qualquer coisa de si à cidade actual, através de uma rampa náutica monumental, um pião, sapatos, balas de canhão e o que mais entretanto emergir. Muitos, apressados e cheios de furor conservacionista, criticam a construção do parque de estacionamento que ali está a ter lugar, ignorando que a construção desse mesmo parque, como tantos outros, permitiu a descoberta e registo do que se acha, o que não implica que as autoridades competentes não permaneçam atentas à eventual excepcionalidade do sítio. Seguramente, um caso com capítulos a seguir!

A seguir, sim, e a seguir com grande atenção.
As cidades antigas são um mistério maravilhoso, pá.
[Estás bom, Senhor João?]
Para lá caminho, Senhora Dona Querida Amiga.