Acordo burrográfico (28)


Pedro Correia,

– Pode não parecer, mas sinto-me estupefato.

– Mas claro que parece. Toda a gente vê que estás de fato.

12 comentários em “Acordo burrográfico (28)”

  1. É o seguimento lógico da coisa.
    Depois de um terno ilícito um “estupedo” fato.
    O que é fato é que com fato ou sem fato, quem tem fato não se encosta ao cato não fique o fato esfarrapado de fato.

  2. Eu a julgar que “estupefato” se escrevia apenas na grafia brasileira e “estupefacto” continuava a escrever-se da mesma maneira na grafia portuguesa. Estamos sempre a aprender é o que é.

    1. Eu também pensava assim até que li ‘fato ilícito’ no Diário da República. Fiquei ‘estupefato’. O acordês tem zonas recônditas que nós nem suspeitamos…

  3. Fato? Olha, nem de propósito e a propósito de fato:

    – O cágado está de facto na praia.

    Versão Aborto Ortográfico:

    – O cagado está de fato na praia.

    Como explicar a diferença às criancinhas(?)…

    Eh eh eh

  4. Estupefacto continua a escrever-se… estupefacto, de acordo com o novo AO. Isto só vem confirmar que a maior parte dos que criticam o AO não o conhecem sequer. O nosso problema não é o novo AO é mesmo a ignorância e a iliteracia. Isso mantém-se, seja qual for a ortografia.

    1. Pedrocas, obrigado por nos alertares para mais essa situação: para um acordo que se quer simplificador, cria-se uma série de alternativas, que permitem que cada um faça a sua ortografia. Agradece-se também mais um argumento ad hominem. é desporto nacional: apoiantes do AO insultam. Argumentar é que é mais chato. Já perdi conta aos insultos de analfabetos. Até de cromos que só passaram a português há uns anitos atrás com a ajuda de um iliterato e ignorante como eu.

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