Lisboa e a maldição do turismo de massas?


jpt,

passa.jpg

 

“Nem tudo é bom na Baixa Pombalina. Cheia de gente durante o dia, quando o comércio atrai fregueses e os ministérios lhe dão vida, de noite fica entregue aos velhos que uma lei de arrendamento urbano ali permite viver por dois tostões, contribuindo para que os senhorios não possam, ou não queiram, renovar os imóveis. A sangria populacional é o resultado desta legislação aberrante. Os jovens oriundos da Rua dos Sapateiros, da Rua dos Retroseiros, da Rua dos Correeiros, foram forçados a ir para Benfica, Lumiar, Carnide. A cidade de Lisboa viu desaparecer, desde 1960, quase um terço da população. A freguesia dos Mártires, outrora uma das mais nobres, tem apenas 341 habitantes”.

 

(Maria Filomena Mónica, Passaporte: Viagens 1994-2008, Aletheia, 2009, pp. 46-47).

4 comentários em “Lisboa e a maldição do turismo de massas?”

    1. Meia hora de filme; não posso ver hoje. Dei uma diagonal brevíssima. São os que se baldam para a ruralidade.?

      Ninguém tem razão. Às vezes temos razões para fazer o que fazemos. Nem sempre.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *