RUA DE BUENOS AIRES
«Vieram viver para perto dos Alves que, agora, tinham mudado para um palacete a Buenos Aires.»
Eça de Queiroz, Alves & Cª.
Foto: blogue Ruas de Lisboa com Alguma História
RUA DE BUENOS AIRES
«Vieram viver para perto dos Alves que, agora, tinham mudado para um palacete a Buenos Aires.»
Eça de Queiroz, Alves & Cª.
Foto: blogue Ruas de Lisboa com Alguma História
Naquela época, praticamente todas as ruas de Lisboa, especialmente aquelas que se localizavam nos pontos altos, como é o caso, possuíam bons ares.
Esta, gozava do privilégio de se encontrar no coração de uma zona nobre (ainda hoje) e de se achar perto do Jardim da Estrela, do Parque de Monsanto e do outro lado, receber a brisa marítima.
Sim, Bartolomeu, a capital da Argentina não tem nada a ver com esta artéria da cidade. E na época do senhor Eça de Queirós, Portugal era um anexo de Castela 😉
Já lá estava era tudo em obras que parecem andar a passo de caracol, tal como HOJE!
O que só confirma que Lisboa é cidade de sólidas tradições.
A minha última recordação desta rua data de há uns dias apenas. Ia eu num 25 em bom andamento, quando qualquer coisa lhe trava a marcha. Sobre a linha, uma ‘station’ audi, sem 4 luzes que piscassem, ali queda estava, como se estacionada fosse. O guarda-freio toca a campainha várias vezes, até que ao cabo de uma meia dúzia de minutos surge o dono da carripana, em passinho travado, de fato escuro trajado e pastinha de cartão debaixo do braço. Vinha pois, como suspeitei, do nº 28. E suspeitei porque há muito que o imóvel alberga uns serviços do Partido Social Democrata. Não era veneno do meu pensamento, o logotipo alaranjado da pastinha confirmava, e mais triste fiquei com a atitude de tão ilustre senhor – nem uma palavra de desculpa, nem um aceno grato ao povo pela espera. arrancou acelerado, não sei se com o rabo entre as pernas ou somente incomodado ao ouvir o que não queria.
E assim vai, a Buenos Aires 🙂
E ainda persistem aqueles, que não creem na existência de extra-terrestres, Gui…lhermina.
acho que persistem é aqueles que ainda acreditam nestes extra-terrestres 🙂
confesso, acho que não percebi a sua piada Barto…lomeu. nasci aloirada, rere
Na verdade, a piada nem chega a ser piada, Gui.
O termo extraterrestre, refere-se ao fulano que para no meio da rua e ainda por cima a obstruir a passagem de um transporte público, que nem sequer tem a alternativa de o poder contornar.
😉
Mas, também conheço loiras inteligentes.
🙂
Morei na Borges Carneiro. A Cristal, lá na Buenos Aires, ainda existe ?? Que pastéis de nata…e comia-se um fabuloso bife na Conimbricense, no outro lado da rua…
Ainda existe mas perdeu a graça e mudou para o lado oposto!
Hum! Hum! Já albergou. Hoje é centro de escritórios, O que é o mesmo. Excepto para a minha costureira que lá instalou o seu mister!
vou averiguar quem é o senhorio do centro de escritórios. é que a pastinha do cavalheiro não engana.
Pois é, a pastinha vem daqui:
http://www.jsd.pt/menu/43/contactos.asp x
Este Sapo está cada vez melhor. Durante meia -hora recusou-se a aceitar o meu comentário que era resposta ao da Gui que dizia que o 28 da Buenos Aires era poiso do s sociais democratas. E quando finalmente me aceitou pos-me a responder a outro comentador.
O que é nacional é mesmo bom, Aninhas. E depois ris-te quando teço elogios ao blogspot…
Eh, eh, eh!