Lisboa antiga (62)


Pedro Correia,

 

 

TEATRO D. MARIA II

«O Sr. Machado estava ontem em D. Maria – murmurou o guarda-livros, sem cessar de escrever.

Alves largou a carta que lia, interessado, com o olhar mais vivo:

– Que ia ontem?

– O Trapeiro de Paris…»

Eça de Queiroz, Alves & Cª.

Foto: blogue Restos de Colecção

4 comentários em “Lisboa antiga (62)”

  1. Há toda uma snobeira, ainda hoje cultivada, em volta destas expressões à moda do Eça: Ir “a” (e não “ao”) S. Carlos, estar “em” (e não “no”) D. Maria, frequentar “a” (e não “o”) Lawrence’s. Seria engraçado fazer um levantamento deste tipo de “caturreiras” (também esta uma palavra queiroziana, julgo eu) que alguns portugueses teimam em conservar.

    (e abstenho-me de comentar o nome da peça, embora me pareça que não escolheste esta passagem por mero acaso…)

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