CAFÉ MARTINHO
«Oh! Saborear a noite, no Café Martinho, sorvendo um café em pequenos golos, ouvindo tagarelas injuriarem a pátria!»
Eça de Queiroz, O Mandarim
Foto: blogue Lisboa Desaparecida
CAFÉ MARTINHO
«Oh! Saborear a noite, no Café Martinho, sorvendo um café em pequenos golos, ouvindo tagarelas injuriarem a pátria!»
Eça de Queiroz, O Mandarim
Foto: blogue Lisboa Desaparecida
Bem podíamos fazer um dos nossos jantares no Martinho. Aqui fica a ideia.
É uma óptima ideia, Teresa. Pode ser já o próximo, em Outubro.
Meninas, neste já não pode ser feito nenhum jantar. Ficava na Praça D. João da Câmara e no final da década de 60 deu lugar a um banco.
Meu caro,
Nesta sua série, infelizmente, não existem grandes diferenças entre essa Lisboa Antiga e a dos nossos dias, pois não ?
Forte abraço, bom fds e não está esquecido!
A Lisboa Antiga que vem retratada nesta série é a do Eça, meu caro. Estendia-se longitudinalmente do Cais do Sodré até ao primeiro terço da Avenida da Liberdade (no que era então conhecido por Passeio Público). Terminava a nascente em Santa Apolónia e a poente no Largo de Belém, com o Aterro de permeio – como era então conhecida a actual Avenida 24 de Julho. O centro desta Lisboa era o Chiado, curiosamente, como hoje volta a suceder. Mudaram alguns nomes de ruas, fecharam alguns restaurantes e hotéis, mas muito permanece. Ainda bem, diria eu.
Caríssimo,
Eu sei, bem, que é a Olissipo contemporânea dos “Vencidos da vida”…
Foi também alguns anos meu livro de cabeceira e tive a fortuna de ter que o estudar – a fundo – com bons Professores no Liceu.
Subscrevo o seu comentário do “Ainda bem”, ainda ontem estava a jantar com uma amiga minha em Setúbal e ela gabava-se de a Av. Maria Tody ter sido mantida pela Autarquia num programa de recuperação conjunta com os proprietários que manteve as fechadas e os edifícios, ao contrario desta Lisboa que tem sido progressivamente betonizada e cuja memoria se sacrifica no altar dos modernos “Gaioleiros de Tomar” cujos fundos fazem mover as Autarquias.
É melhor ficar por aqui, falaremos com certeza melhor um dia, presencialmente. Tocou-me num nervo…
E sim, mais uma vez obrigado.
Forte abraço
Obrigado eu. Abraço.