Lisboa antiga (11)


Pedro Correia,

 

CAFÉ MARTINHO

«Oh! Saborear a noite, no Café Martinho, sorvendo um café em pequenos golos, ouvindo tagarelas injuriarem a pátria!»

Eça de Queiroz, O Mandarim

Foto: blogue Lisboa Desaparecida

7 comentários em “Lisboa antiga (11)”

  1. Meu caro,

    Nesta sua série, infelizmente, não existem grandes diferenças entre essa Lisboa Antiga e a dos nossos dias, pois não ?

    Forte abraço, bom fds e não está esquecido!

    1. A Lisboa Antiga que vem retratada nesta série é a do Eça, meu caro. Estendia-se longitudinalmente do Cais do Sodré até ao primeiro terço da Avenida da Liberdade (no que era então conhecido por Passeio Público). Terminava a nascente em Santa Apolónia e a poente no Largo de Belém, com o Aterro de permeio – como era então conhecida a actual Avenida 24 de Julho. O centro desta Lisboa era o Chiado, curiosamente, como hoje volta a suceder. Mudaram alguns nomes de ruas, fecharam alguns restaurantes e hotéis, mas muito permanece. Ainda bem, diria eu.

      1. Caríssimo,

        Eu sei, bem, que é a Olissipo contemporânea dos “Vencidos da vida”…

        Foi também alguns anos meu livro de cabeceira e tive a fortuna de ter que o estudar – a fundo – com bons Professores no Liceu.

        Subscrevo o seu comentário do “Ainda bem”, ainda ontem estava a jantar com uma amiga minha em Setúbal e ela gabava-se de a Av. Maria Tody ter sido mantida pela Autarquia num programa de recuperação conjunta com os proprietários que manteve as fechadas e os edifícios, ao contrario desta Lisboa que tem sido progressivamente betonizada e cuja memoria se sacrifica no altar dos modernos “Gaioleiros de Tomar” cujos fundos fazem mover as Autarquias.

        É melhor ficar por aqui, falaremos com certeza melhor um dia, presencialmente. Tocou-me num nervo…

        E sim, mais uma vez obrigado.

        Forte abraço

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