
A estação de metropolitanto de Arroios, encerrada desde Julho de 2017 ao público, reabriu ontem.
Quatro anos e dois meses depois.
Quarenta lojas encerradas depois, à superfície, no mesmo local.
A doze dias das autárquicas.
Assim se gere a cidade de Lisboa. Ao sabor do calendário eleitoral.
Foto minha, de Agosto de 2021

Vá lá… pelo menos acabaram antes das da Engrácia
https://www.noticiasdecoimbra.pt/chuvada-e m-coimbra-provoca-mais-de-vinte-ocorrenc ias-em-duas-horas-com-video/
https://www.noticiasdecoimbra.pt/obras-n a-calcada-de-santa-isabel-perturbam-mora dores-e-negocios-ha-mais-de-um-ano-com-v ideos/
Coitados meteram-se com um empreiteiro que está nas lonas
É um clássico: a culpa foi do empreiteiro.
Remake do célebre filme “A Culpa Foi do Macaco”.
Aqui é mato… certas obras, vá lá que criaram vergonha e ninguém foi sequer a concurso. Como dizia uma vetusta professora de matemática, o barato sai caro.
Isto de aceitar o preço mais baixo tem as suas desvantagens.
O mais curioso é que nada impede um empreiteiro que falha uma obra de se candidatar a outra.
Presumo que sejam normas nacionais…
Não era minha intenção culpar o empreiteiro, mas os concursos com critério do mais baixo preço e as regras draconianas que permitem empresas falidas continuarem a “contaminar” o mercado da construção dão este resultado.
Exacto.
Em Coimbra são variadas as obras em cujo empreiteiro vai à falência (ou parecido) a meio.
Mas como dizem os gringos, engana-me uma vez e a culpa é tua, à segunda a culpa é minha. Ou assim. Mudava-se alguma coisa neste tipo de adjudicações, digo eu.
Mas como ninguém refila (e o senhor Machado até é presidente da Associação de Municípios), a coisa não deve ser tão grave quanto isso.
“Sem comentários”
Nem que tivesse ficado 8 anos fechada. Valeu a pena!
Vê-se logo que não és comerciante da zona e não ficaste a arder.
Nem és utente do metro, forçado durante mais de quatro anos a sair nas estações da Alameda ou Anjos.
Tudo o que incomoda demora demasiado tempo, e este é um exemplo.
Mas enfim … há sempre quem faça tudo depressa e bem…
E há quem faça tudo devagar e mal. Como é o caso.
Apostas sobre quantos dias aguentar-se-á o elevador a funcionar.
Eu não aposto.
Correcto. O que demonstra o poder das eleições. Sobretudo quando regulamentadas por um sistema eleitoral eficaz.
No sistema actual há grandes vantagens em mudar o partido no poder autárquico, qualquer que ele seja. Os novos autárcas, vindos da oposição, repetidamente afirmam ter encontrado dívidas de milhões. Será que o sistema de fiscalização das autarquias, e não só, é ineficaz?.
A vantagem de mudar partido no poder autárquico, mesmo que “automática”, são as auditorias que as oposições, recém eleitas, realizam.
Claro que depois será mais do mesmo….
Lido “por aí” , e com a devida vénia ao autor :
“No tempo de Salazar construíram-se as primeiras onze (11) EStações de Metropolitano de Lisboa em QUATRO (4) ANOS.
A Estação de Metropolitano de Arroios só demorou , para ser ampliada da capacidade de receber 4 para receber 6 carruagens , uns modestos QUATRO ANOS também !
APRE !!
jsp
Se o Salazar tivesse construído como deve ser, estas obras não teriam sido necessárias.
A culpa foi dele.
Razão tem este anónimus !!!
O investimento deve ser no eléctrico da superficie e não no Metro das cavernas demasiado caro para a realidade portuguesa.
Devias ter vergonha de falar mal de Salazar que nos deu tanto, inclusive amor próprio que tu hoje não tens.
‘….dizer mal de Salazar que nos deu tanto..’
Pois, as pessoas com 35/45 anos, p.ex., a levar com esta e com outras parecidas agora chegadas até acreditam, e sabendo existir milhões de portugueses por toda a Europa e Américas algo teriam ganho, para fazer essas viagens de férias e por lá ficarem.
Alegoria da caverna do metro.
Claro, no tempo do Salazar o empreiteiro já estava escolhido: era sempre o mesmo.
Obras do Metro na Av. Almirante Reis foram feitas a “céu aberto” e nem sequer houve o mais ligeiro protesto de incomodo ou prejuízo nas lojas de comércio.
Assim até dava gosto viver. E até houve um peditório dos habitantes dos prédios da região para não acabar com toda aquela barulheira das obras, já estavam habituados e sempre servia de distração, diziam.
Coitados dos lojistas da Pç. do Chile e arredores, vinha pessoas de todas as partes de Lisboa de propósito às compras mas suas lojas. E já tinha acabado “Luso-America”, a “Corinto”, os “Perus”, a “Minerva”, a “Cova Funda dos passarinhos”, e todos aquelas dezenas de estabelecimentos que desapareceram por causa das obras na estação do Metro.de Arroios.
encerrar a 3 meses das eleições, em 2017, foi uma medida anti-eleitoralista?
Prometeram do bom e do melhor, para breve.
Esqueceram-se só de dizer que iria demorar quatro anos e dois meses. Mais do que um mandato autárquico.
Raio de esquecimento…
Mas também, coitados, não podem lembrar-se de tudo.
Encerram a três meses das eleições abrem a doze dias das eleições, quer mais rápido que isto?
A malta nunca está contente, fogo. E o que é que interessa a superfície se a estação do metro é lá em baixo?
A malta deve olhar é para as coisas importantes, sei lá, por exemplo: tirar os quadros racistas da assembleia, ou obrigar os putos a comer saladas, isso sim é que é importante.
‘Ta bem, só foram a uns meses do mandato.
Pedro,
Um exemplo, um dos grandes objectivos da candidata a presidente da junta de freguesia de Belém é criar uma Universidade Sénior.
Dois problemas, já existe, uma “universidade” com essas características na freguesia, outro problema será desígnio das juntas de freguesia tentarem enquadrar os cidadãos neste tipo de actividades?
Apoiar iniciativas de cidadãos, de fregueses é uma questão, o poder político propor-se criar é algo muito diferente.
Não se prevê que o Livre e o PS vençam em Belém muito menos com propostas deste tipo.
até fechou uma casa de aluguer de quartos à hora por marcação
coisas incriveis é o que mais o mundo tem. E nao é só no mundo estrelar, onde continuamente se persiste em procurar, e se afirma encontrar.
Incrivel mesmo é fechar uma linha de comboio, e muito bem porque o movimento nao pagava sequer a limpeza das ervas, mas reconstruir a linha, e reabri-la doze anos depois. Para quê ??????
Se alguma utilidade tinha a linha antes, fechada , os meia duzia de utentes, habituaram-se,
Que sentido faz desperdiçar, “entrerrar” desta forma maluca dinheiro ?
Esquece muito a quem não sabe… Abriu-se 10 depois, porque é necessário fazer obras na linha da Beira Alta e não havia alternativa…. Agora já há. E até foi construída uma concordância para os comboios poderem ir directamente para Espanha sem necessidade de fazer manobras de mudança de máquina. Mas um conselho. Vale a pena a viagem da Covilhã para a Guarda ou vice versa…
perdao.
vou explicar-me melhor.
No anteriores ou mesmo antepenultimas campanha para as autarquias o partido do poder ate prometeu voltar a por o comboio em Viseu.
Veja o que se passa com a linha da lousa.
E repare, todas as linhas com partida da linha do douro faliram. Alias nao é so em portugal que acontece. Foram minimizados os transtornos aos poucos passageiros que se viram privados do comboio, ate com recurso ao taxi gratuito para esses utentes.
Que sentido, nao faz nenhum absolutamente nenhum, reconstruir essas linhas 10 ou 20 anos depois
Até a linha para Henday faliu, mas nao parou.
Todas as tentativas levadas a cabo e concretizadas do comboiio para leixoes, estavam logo á partida condenadas, e morreram.
Moral da historia : é gastar dinheiro só para gastar dinheiro.
Veja a linha do norte : modernizaçao, eletrificaçao, novos comboios e coisa e tal, investimento atras de investimento , e se for ver o tempo do trajeto demora o mesmo que há 30 anos, com o foguete.
sou cliente, amo os comboios, mas haja decencia. Ou seja contra loucuras.
Voltando á linha para paris, durante decadas os passageiros que estavam obrigados ao comboio sofreram amontoados num comboio do terceiro mundo. E agora, tá melhor, mas faltam passageiros.
Sim senhor, do Metro de Arroios já vamos em Henday.
E ainda não se falou do Cabrita nada fazer sobre as cheias que ai estão a prejudicar milhares de comerciantes e cidadãos.
neste pedacito, falei com o leitor, porque esse falou ( e muito bem, Eu tinha falado mas sem dar nome á linha ) na linha da beira alta. E á sua dele maneira defendeu que ao menos pela paisagem vale a reconstruçao da linha. Portanto neste particular circulamos de comboio…á superficie.
Ninguém gosta de obras mas todos gostam do beneficio que trazem, é o típico queixume. No caso desta estação só quem utiliza o metro, sabe o estado de degradação em que se encontrava. Se atrasou demasiado? Atrasou, mas continuo sempre a preferir olhar para o benefício. Insinuar como causa de encerramento de 40 lojas para a falta do metro é um delírio fantástico, até porque aquela área nem proliferou em alojamento local, alojamentos de estudantes nos últimos tempos, pois não? Falar de cor dá nisto, a realidade pouco importa. Talvez haja quem se recorde das famosas obras do túnel do Marquês que foram atrasadas em muito pelas sucessivas providências cautelares de um famoso advogado que insistia no cancelamento da obra precisamente pelas lojas e moradores da zona que coitados iam ser prejudicados pelo ruido (da valorização dos seus imóveis), mas no dia da inauguração, la estava ele a posar para a fotografia e a comer canapés…a desfaçatez não tem limites pois a memória é curta.
Boa tarde Pedro,
Sei que não é uma obra mas parece um bico de obra.
Reclamei da falta de um candeeiro na minha rua, no site da CMLisboa “NAMINHARUALX” um candeeiro até parece estupido mas faz falta, e o problema é que a reclamação é de 29/10/2019 (vinte e nove de Outubro de dois mil e dezoito) coloquei por extenso para não pensar que tinha escrito erradamente a data.
Entretanto aqui onde eu moro fica um sitio que se chama Largo da Oliveirinha que mais parece uma lixeira a céu aberto a Travessa do Fala-Só parece um país do terceiro NÃO quarto mundo faltam 5 candeeiros, e estamos a falar do centro da cidade entre os Restauradores e o Bairro Alto onde passam milhares de turistas que bela imagem.
Pn, afinal é 2019 ou (dois mil e dezoito)?
Mas, é assim que deve ser/estar para turista ver, doutra forma nenhum turista tinha interesse em ver. É como ir a Cuba e não ir ver os Bairros antigos, todos os turistas lá vão ver por ser/estar assim.
é mesmo 2018 só depois de comentar dei pelo erro sorry
Se fosse só em Lisboa. No município em que vivo (Mafra), parece que juntaram todas as obras para o mesmo ano. Desde as estradas a serem alcatroadas até aos esgotos nas aldeias, passando pela construção de um “centro de interpretação” sem qualquer rigor histórico. Simplesmente, uma obra do metro nota-se mais. E em Lisboa nota-se mais. Mas infelizmente o Medina não é caso único: não há mesmo criatura mais estúpida que um presidente de câmara. Principalmente em ano de eleições.
Repare no reverso da questão: ainda bem que existem eleições, caso contrário algumas obras nunca seriam feitas.
o que vou dizer, deriva do que escreveu o José, mas boa coincidencia, o Pedro ofereceu-me o termo adequado.
È que o Jose diz, ou parece, que estao a fazer esgotos nas aldeias.
Das duas uma : ou portugal está tao desenvolvido que ja constroi aldeias, ou como é possivel ainda haver aldeias com essa carencia ?.
Continuando a logica : mas entao que fizeram nessas aldeias nas dezenas de eleiçoes anteriores , até aqui ?
‘…ainda bem que existem eleições…’
Leopedro, lembra-se da chegada à pista do Estádio Alvalade dos ciclistas no Porto-Lisboa?
Pelo menos assisti por mais de dez anos. A Calçada de Carriche só teve obras desde que os Presidentes da Câmara passaram a ser eleitos em eleições livres e não em nomeações.
Um tio meu, mas quase da mesma idade, que emigrou para a Venezuela em 1962, veio cá com algum dinheiro em 1967 e regressou definitivamente em 2018, e quando fomos para Loures perguntou mas afinal vamos para onde, tão admirado das grandes obras da cidade. E a Alameda das Linhas de Torres nem merece grandes elogios urbanísticos.
só para ter graça, concordanto com os comentarios anteriores, desta vez a partida foi em arroios, é certo que também á superficie, continuou-se de comboio ate paris, e agora Voce chegou de bicicleta.
A minha proxima viagem é já a seguir, de “aviao”…até o amanha nascer. Só espero que nao haja turbulencia. Sim, que lá por cima, nao se veem obras, mas ouvem-se o barulho ( da trovoada).
Ou ‘trevoada’ como dizem alguns comentadores.
A questão do ciclismo foi para falar de eleições e obras na cidade.
E sobre ciclismo, calma que vai haver um “Lisboa de Medina” com as ciclovias na berra, que incomodam tanta gente. Nalguns sítios mais valia utilizar Carros de Cestos madeirenses.