O debate na SIC da passada quinta-feira em Lisboa demonstrou que há três corridas na corrida à autarquia da capital. A propriamente dita, a de Fernando Medina para liderar o PS e a de Carlos Moedas para suceder a Rui Rio no PSD.
João Ferreira, no PCP, nem precisa de correr: já está ungido pelo Comité Central. Nestas coisas os comunistas têm muito sentido prático.

Bom dia Pedro Correia
Completamente de acordo.
Boa semana. Saúde.
António Cabral
Boa semana para si também, caro António Cabral.
A do Medina para a liderança do PS ainda não começou. Estão na fase do aquecimento. Ou para quem preferir desportos motorizados, a afinar o motor e a calibrar os pneus.
Nestas Autárquicas:
PS: tem de fazer um resultado local ao nível do nacional. O de Braga explica o porquê. Por todas as razões tem de reforçar Lisboa, e tomar umas “praças” tanto à Direita como aos comunas. Ganhar por poucochinho não chega
PSD: forte tradição autárquica, é o derradeiro teste de Rio. Claro que vai chumbar forte e feio.
PCP: não deixa de ser irónico que as mais ferozes batalhas locais vão ser contra os seus aliados nacionais. Sim, o PCP é o mais forte aliado do PS (pronto, o PSD também o é a espaços, mas involuntariamente) na governação, e o pior dos inimigos, em especial em redor de Lisboa
Chega: primeira prova local do Dr. Ventura e seus muchachos. O Berloque de Esquerda nunca se conseguiu implantar localmente, veremos se o Chega o faz.
Há quatro anos o PCP perdeu dez câmaras para o PS. Ficou só com 24.
É o grande prejudicado da geringonça, contribuindo para engordar o PS de Costa.
Vale a pena recordar que o PCP era até 1989 o segundo maior partido em Lisboa – e a maior força de esquerda na capital.
Nas autárquicas de 1985 o PS só conseguiu 18%.
A primeira geringonca ocorreu com Sampaio para a Câmara de Lisboa, em 1989. Quando o PCP, que era primeiro, aceitou ser segundo.
Já então fez um péssimo negócio.
Fica-lhes muito caro, celebrar acordos com os socialistas.
“Fica-lhes muito caro, celebrar acordos com os socialistas.”
A eles ou a quem quer que seja. O PS é um projecto de poder. Se faz um acordo é porque isso favorece o seu projecto e quanto mais este se realiza, menos sobra para terceiros.
Dito de outra forma. O PS como partido hegemónico será atacado por todos os outros e todos os outros beneficiarão de alguma condescendência por serem aliados no ataque ao PS. Essa condescendência desaparece quando se faz uma aliança com o PS. Pode ser útil a curto prazo, sobretudo, proporcionar empregos a dirigentes mas a prazo será sempre negativo.
Rui Rio conseguiu a proeza de, sem celebrar um acordo e retirar alguns benefícios(*), deixar passar a ideia de um acordo futuro e daí retirar todas os inconvenientes.
(*) Com a possível excepção da partilha das CCR.
Cada vez me convenço mais que Rio é um militante do PS na clandestinidade.
Só há a corrida propriamente dita à autarquia da capital.
Qualquer um dos intervenientes já atingiu o Princípio de Peter.
Para primeiro-ministro tem de ser um que ainda não saiu do armário.
Só faltou a corrida principal.
Correr com eles todos daqui para fora.
O País e Lisboa em particular parecem um esgoto a céu aberto por onde se pavoneiam os ratos do costume.
Ontem fui à Feira do Livro. Toda a gente fala dela e toda a gente já lá foi.
Nenhum dos figurões viu o estado degradante do jardim que era a referencia do Parque Eduardo VII.
Encheram o debate (muito por culpa da apresentadora que o Marques Mendes tanto elogiou) com o “leilão” das casas, “Dás 5.000, eu dou 6.000”
Não há pachorra para aturar esta gentinha.
Uma boa semana para si.