20 comentários em “Linha de rumo”

  1. A linha de rumo do Pedro é: Rússia=URSS. Trata-se da mesma linha de rumo que os EUA (acolitados, como de costume, pelo RU) vêem seguindo desde há alguns anos. A Rússia é identificada com a URSS e, portanto, tratada como sendo um inimigo figadal.

    Duvido que esse linha de rumo seja a mais apropriada.

  2. O Pedro esqueceu a listinha da “linha de rumo” dos EUA para o mesmo período? Momento, a ver o que me ocorre assim de cabeça: Vietname, Honduras, Guatemala, Granada, Nicarágua, Cuba, Iraque, Afeganistão… Chega-lhe?

  3. Pedro, não acredito que seja essa a ideia e nem acredito que a mesma, a existir, tivesse viabilidade. Porquanto o contexto hoje é totalmente diferente dessa época. Os povos estão mais organizados e a consciência de sua soberania propagou-se; e já não estão cansados das consequências da guerra iniciada pelos alemães e consentida inicialmente por aliados. Isto somente para dizer-lhe que há-de haver sempre argumentos contra todos, e que é uma unutilidade deitar as mãos ao arado e olhar para trás.
    Os russos sabem disto.
    Na realidade, depois da nova (agora escrevo sobre a nova e actual) arrogância alemã e do apoio de países ocidentais a esta arrogância, sem esquecer a arrogância americana de Bush, de Blair e de outros que se quiseram colocar em bicos de pés, não deixaram outra hipótese a Moscovo senão o da via bélica. Claro está que para o Ocidente, aquele ocidente malicioso e manhoso, o ideal seria um Gorbachev pacífico, crente e favorável a uma política de não agressão que lhes permitisse andar em roda livre. Foi o que esses fizeram a mando de mentirosos.
    E foi também este oportunismo manhoso e malicioso, que atinjiu seu apogeu após a bolha imobiliária americana, que fez emergir Putin e muitos sectores da população russa. Neste sentido, eles são um produto do ocidente.

    **********———–**********

    Depois ajuntou: “Quando vos mandei sem bolsa, sem mochila e sem calçado, faltou-vos porventura alguma coisa?” Eles responderam: “Nada.”
    “Mas agora, disse-lhes ele: aquele que tem uma bolsa, tome-a, aquele que tem uma mochila, tome-a igualmente, e aquele que não tiver uma espada, venda sua capa para comprar uma. (…) Eles replicaram: “Senhor, eis aqui duas espadas.” “Basta”, respondeu ele. (Lucas 22,35-39)

    Bem, tudo isto parece discutível, mas escolhi as duas espadas: uma contra mim mesmo (cada um que se reveja neste mim) e a outra contra aqueles que impedem que esse mim se realize em todos os mim.
    Significa isto que quando se usa a espada em legitima defesa ou se faz contra todos que tentam impedir a Paz e Harmonia ou o melhor é ficar quieto.

    Putin deve sair da Ucrânia, mas devem deixá-lo sair com segurança! E nós, no Ocidente, também queremos líderes seguros e não espigas abanadas pelo vento.

  4. Vou arriscar resumir todos os comentários anteriores.
    Nada aconteceu nos locais nem nas datas assinaladas pelo Pedro Correia que, note-se, simplesmente acrescentou o título do post.

    1. Tudo aconteceu, menos o sentido revivalista do tema.

      Deve rever a sua percepção aos comentários efectuados.

        1. Pois com certeza que é a Crimeia. E não vê revivalismo em toda essa sequência que o Pedro, subentendendo-se, nos apresenta?

  5. Uma única excepção quanto ás invasões do urso : Finlândia.
    É por isso, mas não só ,que “mina raksta Suomi” .
    País e povo admiráveis, para além de palavras meramente laudatórias.

  6. De um lado, e por consagrado dogma, tudo é desinteressada solidariedade internacionalista. E do outro, e pela mesma razão, tudo é venal chacina imperialista.

    E mesmo cabecinhas aparentemente lucidas se curvam acriticamente, como carneiros para o precipício, perante isto.

    Parece que está muito bem assim e ai de quem discordar.

    Costa

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *