Eis o País a braços com uma crise pandémica de consequências imprevisíveis e já mergulhado na maior recessão económica dos últimos cem anos. O que faz o Governo? Há por lá quem se entretenha a brincar aos repastos eleitorais: dois ministros irritadinhos e amuadinhos, cada qual a enviar farpas ao parceiro em declarações que prometem uma escalada de agressividade verbal até ao escrutínio presidencial de Janeiro.
Lindo exemplo de irresponsabilidade política, este que Augusto Santos Silva e Pedro Nuno Santos proporcionam aos portugueses, protagonizando jogos florais na praça pública. Como se não fizessem parte do mesmo partido e não se sentassem a poucos metros de distância um do outro no Conselho de Ministros. Como se nada mais tivessem de fazer senão oposição a si próprios.
Não pode haver mais expressivo retrato da falta de autoridade efectiva do primeiro-ministro na hora que passa. Precisamente quando o País mais precisaria dela.

Acrescente aí mais um ministro (da Defesa) a brincar aos soldadinhos e soldadinhas de chumbo. Isto para não falar da “avózinha DGS” a bolsar que não é patriótico criticar a senhora e os seus capachos.
Para manicómio total, já falta pouco.
Cada tema de sua vez. Hoje o tema é este. Já suficientemente relevante.
E não se esqueçam da inefável dupla da Saúde! Ou já agora, da Cultura e a-sra-godinho-que-não-lê-relatórios)…E ste (enorme) governo tem tantos cromos…
Estes vão entretendo o povo com estas “questões políticas”. Além da função de manter o pessoal interessado, dão umas horas de análise aos politólogos e restantes analistas.
Preocupado estou é com o Galamba. Anda muito calado, demasiado ausente. Mau sinal… para nós.
Terá inalado hidrogénio?
Desculpar-me-ás a franqueza mas muito discordo do título deste postal. Deveria ser “lhindo”.
Se fosse sobre o Galamba, o título seria “Lítio”.
Muito boa, esta, muito boa …
Também podia ser hidrogénio..!
Boa tarde Pedro Correia
Pedro Correia, certo de que sabe que tenho consideração por si, desculpará, mas não está a vilipendiar os SENHORES MINISTROS ?….he……he……
António Cabral
Eles não precisam de ajuda, caro António Cabral. Vilipendiam-se a si próprios. Com uma impressionante falta de sentido de Estado.
O que me fez rir (embora devesse chorar) foram as directivas do Ministério da Defesa sobre a Novilíngua. Veja-se, por exemplo, o jornal I. Merecia um bom post (bom, conforme estamos habituados) do Senhor Pedro Correia.
Temas não faltam. Desde o debate Trump-Biden até à morte do Quino.
Faltam mais penas do que temas.
O programa de variedades protagonizado pela dupla Trump-Biden foi realmente excelente. Faz-me ansiar pela riqueza intelectual do frente a frente entre o André Ventura e o Tino de Rans.
Ontem ouvi algumas referências à morte do Quino, e não me deixa de surpreender como continuam a apelidá-lo apenas e só como o criador da Mafalda. Como se não tivesse feito mais nada (e bem melhor, na minha opinião).
Lembra muito bem, Anonimus.
Está a ver: o jpt aproveitou a ideia. E vale a pena. Mas até parece ridículo demais para ser verdade. Será fale news?
Portugal há muito que vive uma crise endémica. Sob o ponto de vista da economia, salvaguardadas meia dúzia de empresas, os governos de direita, onde também se inclui o PS, optaram pela solução de subsidiarem a economia através de fundos europeus, destruindo massa crítica e produtiva.
No que respeita ao sector da banca comercial e financeira, que também foi subsidiada mesmo antes da crise do sub-prime, o esquema manteve-se e, tal como as políticas macroeconómicas protagonizadas pelos governos acima referidos, visam subsidiar quer a economia quer os serviços para beneficiarem as indústrias, finanças e a agricultura externas.
Significa isto que os partidos de direita que sempre governaram esta nação no pós 25 o único plano que conheciam era a não existência de plano, mais concretamente o seguidismo acéfalo dos planos de terceiros bem como concretizar-se a hipoteca e oferta das estruturas vitais a terceiros.
Assim, e em termos de conclusão, o que a crise pandémica revela é que não existia economia, mas, isto sim, especulação e “economia” oportunista.
Para citar um exemplo da não existência de plano, socorro-me da crise que a TAP vive, outra subsidiada.
Sim, na realidade existe uma quebra de clientes nas viagens. Porém qualquer inteligente saberia que existe a possibilidade de converter as aeronaves de passageiros em aeronaves de carga e, taxiando ou taxeando algumas delas nos pontos nevrálgicos um pouco por este mundo, começar a investir no transporte de carga e competir em algumas matérias com a carga terrestre e marítima.
Dito isto, a esquerda é uma alternativa sem alternativas e, como alguma nova direita e direita animalesca e liberal, cuja única berraria centra-se em matérias de somenos importância, a solução apresentada seria, em contraponto com mais mercado sem existência de mercado, mais estado com a falência total do estado em uma economia falida de perspectivas e com pouca cabeça e inovação, mas também com pouca estratégia.
Como o tradicional na nação, desde as bases ao topo, a estrutura fundamental é a conversa de comadres e os sussurros destas, o protagonismo em torno de Marcelo serve como exemplo deste princípio que até é vício.
Concluindo, parabenizo a nação desde a esquerda à direita e também aos neutros, por continuarem tão conservadores e conservados como as sardinhas em lata.
Se não sofrerem do fígado ou de qualquer insuficiência renal, tomem vitamina D3, que é concretamente uma hormona, por falta de exposição solar. Mas cuidado com o nr. de U.I. diária.
Beijinhos e abraços deste ser divino que vos quer muito.
“os governos de direita, onde também se inclui o PS”
Eu prefiro dizer governos de esquerda em que também se inclui o PSD. E às vezes, até o CDS, como quando se viu a política cultural num governo AD.
Para não desmerecer os “Beijinhos e abraços” despeço-me com Adriano Correia de Oliveira em “Trova ao vento que passa” de que destaco o final do refrão:
O vento nada me diz!
“Canta Francisco, com a voz dos pobres 0K8
Tudo que atreveste a mudar
Canta novo sonho, sonho de esperança
Que a liberdade vai chegar
Canta Francisco, com a voz dos pobres
Tudo o que atreveste a mudar
Canta novo sonho, sonho de menino
Novo céu e terra vai chegar.”
https://www.youtube.com/watch?v=wN9UouyX
Como é dia da Teresinha, e dá-me para a devoção, mais uma: 1Rk
https://www.youtube.com/watch?v=Dxs9t9ev
Agora ao tema:
O vento não diz nada: sopra. Séneca afirmou: quando o homem não sabe a que porto se dirige nenhum vento lhe é favorável.
Quanto a esquerda e direita: é mais uma perspectiva. Creio que estamos ambos certos.
Dicotomia entre esquerda e direita é uma falsa questão. Existe sim dicotomia entre conhecimento e ignorância, entre visão e a falta dela, entre princípios e corrupção, entre evidência factual e alarmismo.
Em grande parte dos casos, aquilo que rende votos encontra-se nos antípodas daquilo que se devia decidir com base no conhecimento, nos bons princípios, na evidência factual e na visão dos 360º da realidade que nos rodeia.
Expostos ao Sol numa praia durante o Verão, a nossa pele fabrica umas 30 000 UI de vitamina D por dia (“At noon in Miami, someone with Fitzpatrick skin type III would require 6 minutes to synthesize 1000 IU of vitamin D in the summer and 15 minutes in the winter.”), dependo da latitude, do tempo de exposição, da hora da exposição, do tipo de pele, da fracção de insolação do dia em causa e do dia do ano.
Veja também “The Coimbra Protocol relies on doses of vitamin D that range from 40000 to 200000 IU daily, to keep autoimmune diseases in permanent remission.” e este artigo respeitante aos resultados do primeiro ensaio clínico sobre os efeitos terapeuticos da vitamina D (na forma de análogo de mais rápida absorção) no tratamento de hospitalizados com COVID-19. Efeitos profilácticos já conhecia, mas não estava à espera de efeitos terapêuticos. O artigo peca pela reduzida dimensão da amostra, mas os resultados são surpreendentes e estatisticamente significativos.
“Effect of Calcifediol Treatment and best Available Therapy versus best Available Therapy on Intensive Care Unit Admission and Mortality Among Patients Hospitalized for COVID-19: A Pilot Randomized Clinical study”
https://www.sciencedirect.com/science/ar ticle/pii/S0960076020302764
Obrigado, Elvi.
Iniciando com a D, importa referir que na maioria dos casos, uma vez que a vitamina ou hormona D3 ajuda à concentração do cálcio, para evitar que este se deposite em tecidos moles (artérias, veias…), convém usar em simultâneo a K2. Mas a K2 mk7, repito, K2 MK7, pois esta funciona como GPS e conduz o cálcio produzido pela D3 para o sitio certo: ossos.
Todavia, recomendo que se fale sempre com o médico para através de uma análise de sangue se verifique a concentração de D3 no organismo; e assim possa haver melhor prescrição para a U.I./diária ou até mesmo semanal. Pode haver pessoas que necessitem de 50.000 ou mais U.I. com 1 toma semanal.
Bem, mais esquerda e direita não têm oferecido até agora muitas mentes, mas há excepções.
Ontem o Paulo Morais esteve na SicN.
Entrevista com o esquiador.
Recomendo.
Admiro Paulo Morais (que aliás já escreveu no DELITO) mas vejo cada vez menos esse canal.
Com data marcada, só nos serões de terça. Para ver as “causas” de José Miguel Júdice.
Pena não ser à quinta, quinta das lágrimas assentava que nem uma luva.
Prefiro quinta dos sorrisos.
Lindo, lindo…
De um lado temos as manadas de votos, a quem os políticos, à cautela, devem convencer do pior cenário possível – para depois ficarem com os louros ou dizerem que fizeram tudo o que era possível – o jornalismo da desgraça, da faca e do alguidar, porque é isso que vende, as baratas tontas do alarmismo, a estupidez saloia, os especialistas balofos e a ignorância generalizada.
Do outro temos as “pandemic bonds” do Banco Mundial (é só pesquisar), a omissão dos efeitos nefastos – com grande probabilidade fatais – da carência de vitamina D, a omissão do papel do zinco na imunidade viral, a supressão, censura e diabolização da hidroxicloroquina, um dos ionóforos mais conhecidos do zinco (vd. c19study.com, onde se encontra boa parte dos artigos), os interesses do complexo farmacêutico, que vão desde os antivirais até ao negócio superlativo das vacinas, os interesses dos que pretendem comprar os activos dos arruinados ao preço da uva mijona, os interesses difusos dos que apostam no endividamento dos países e a corrupção endémica e transversal às sociedades actuais. Um cocktail apocalíptico de fim de civilização. Lindo.
Vamos agora à realidade factual. Óbitos diários vs. casos diários.
http://prntscr.com/uknlb4 UK (pubs reabriram no início de Julho)
http://prntscr.com/uknne8 Spain
http://prntscr.com/uknor3 Italy
http://prntscr.com/uknqcf Sweden
http://prntscr.com/uknsae Peru (confinamento rigoroso desde Março)
http://prntscr.com/ukntph Brazil (sem confinamento)
Conclusão imediata: depois da fase inicial deixou de existir correlação entre o número de testes positivos e o número de óbitos. Os casos positivos estão a aumentar sem que o número de óbitos aumente na mesma proporção. As causas serão várias, entre as quais destaco o número diário de testes. Este comportamento repete-se na generalidade dos países. Também as quarentenas cegas se mostram inúteis, o que já se sabia desde o século XIX a partir os trabalhos pioneiros de Farr e Snow, conhecimento que entretanto foi “esquecido”. Lindo.
Quanto mais casos houver sem que isso se traduza em óbitos, precisamente o que está a acontecer, menor será a taxa de mortalidade relativa ao número de casos (em inglês CFR, case fatality rate) e portanto menor perigosidade terá o vírus.
Segundo o Prof. Michael Levitt, prémio Nobel e um dos que passou pelo famoso Lab. de Biologia Molecular da Universidade de Cambridge, a epidemia estará acabada. O Dr. Michael Yeadon, ex-conselheiro científico da Pfizer, diz algo semelhante: “It is obvious to any biological expert that the pandemic is fundamentally over”. O Prof. Carl Heneghan, do CEBM da Universidade de Oxford, afirma também: “Pandemic is all over”. A Prof. Sunetra Gupta, também da Universidade de Oxford, e muitos outros dizem o mesmo. Lindo.
Mais realidade factual.
“Revealed: Sir Patrick Vallance has £600,000 shareholding in firm contracted to develop vaccines
Government denies claims of potential conflict of interest, maintaining he is not involved in commercial decisions on coronavirus vaccines”.
https://www.telegraph.co.uk/news/2020/09/2 3/revealed-sir-patrick-vallance-has-6000 00-shareholding-firm-contracted/
“China will not carry out mass vaccinations on its population because Covid-19 has largely been wiped out in the country, Beijing’s health chief says”
https://www.dailymail.co.uk/news/article-8 730359/China-not-carry-mass-vaccinations-p opulation-Beijings-health-chief-says.htm l
Lindo.
PS – Sites com muita informação para aqueles que querem saber mais:
https://www.ecdc.europa.eu/en/covid-19/c ountry-overviews uropa.eu/#4_austria (e outros países) k-covid ndcommunity/birthsdeathsandmarriages/dea ths/bulletins/deathsregisteredweeklyinen glandandwalesprovisional/latest
https://covid19-country-overviews.ecdc.e
https://ourworldindata.org/mortality-ris
https://www.euromomo.eu/graphs-and-maps
https://www.ons.gov.uk/peoplepopulationa
Pedir seriedade e decoro a esses dois personagens é o mesmo que arrear o calhau numa gaiola e esperar que a bosta cante.
“Não pode haver mais expressivo retrato da falta de autoridade efectiva do primeiro-ministro …”
Pois não sei se terá razão.
Pedro Nuno Santos (que como já aqui escrevi poderia estar no BE sem mudar de discurso e é o tal que se propunha partir as pernas aos banqueiros alemães) é da esquerda do PS e aspira à liderança.
Augusto Santos Silva, também caceteiro (gosto de malhar na direita) é mais inteligente e pertence ao núcleo duro do PM com quem já lida desde a equipa de Sócrates.
Vejo com alguma probabilidade que Augusto Santos Silva esteja a dar a cara por António Costa no apoio a Marcelo poupando-o a um choque com o lado esquerdo do partido que lhe pode ser instrumental para o acordo sobre o OE.
Desenvolvendo a hipótese, Pedro Nuno Santos declarou que quem decide o apoio é o partido, não é o governo, não é nenhum membro do governo; enquanto Augusto Santos Silva, embora elaborando critérios à medida de Marcelo, foi explícito a dizer que quem decide é o Conselho Nacional do PS a 24 de Outubro.
Assim a crítica de Pedro Nuno Santos até poderá ser mais dirigida a António Costa que lançou a recandidatura de Marcelo na Autoeuropa sem consultar nenhum orgão do partido.
Onde Pedro Nuno Santos me surpreendeu, foi na afirmação de que Ana Gomes não poderia ser “vilipendiada”. Ora, pelo menos publicamente, não vi ninguém do PS a atacar Ana Gomes, muito menos a vilipendiá-la.
Serão conversas de bastidores ou já uma premonição porventura relacionada com a escolha do coordenador da campanha?