“Quase no mesmo momento em que Fernando Medina trespassava todas as responsabilidades aos funcionários camarários, o cardeal Reinhard Marx demitia-se por causa do escândalo da pedofilia na igreja católica. O Cardeal não esteve envolvido em qualquer caso. Mas entendeu que a hierarquia da igreja tinha de “partilhar a responsabilidade” dos abusos e do encobrimento. Porquê? Porque não derivavam de um lapso ou de um erro ocasional, mas haviam sido “sistemáticos”. Tinham, portanto, uma dimensão institucional.“
Rui Ramos no Observador

Para esta fauna “SUCIAlista” , responsabilidade , ou o simples sentimento de vergonha , é “manteiga em nariz de cão”.. Basta ver o escarro ( condecorado por Sua Exa., o Presidente da República …) que “dirige” àquilo que é designado por assembleia da república…
Mas aí, infelizmente , estão em consonância com grande parte do povo que habita o rectângulo…
JSP
“Mas aí, infelizmente , estão em consonância com grande parte do povo que habita o rectângulo..”
Conclusão: o remédio santo é mudar de povo, não de Governo.
Isso dava demasiado trabalho. Sai mais barato a UE ir despejando fundos.
Cuidado com o 6º do DL coisa e tal, e depois digam já não podemos dizer disparates e tal
Depois dos que saíram para os descobrimentos, para as colónias e para a emigração, os que cá restaram foram aqueles que só querem ir tendo uma vidinha. E aqueles que querem ir tendo uma vidinha, sem chatices, são os que olham para a Europa como uma cornucópia mágica e esperam que lhes pingue alguma coisa da “bazuca”.
Nem tudo o que parece é, ainda existem alguns de nós dispostos a trabalhar para mudar .
WW
Eu não duvido, também conheço alguns assim. Mas como disse o grande Dirty Harry, é como ter os dedos nos buracos enquanto o dique se desmorona à nossa volta.
O cardeal Marx não estava envolvido em nenhum caso de pedofilia nem sequer de ocultação nos arcebispados de Munique e Freising de que é titular.
Foi presidente da Conferência Episcopal da Comunidade Europeia e é presidente da Conferência Episcopal Alemã e é um dos 7 cardeais do Conselho Cardinalício de Consultores. Relativamente novo (67 anos) poderia ser um sucessor de Francisco.
Infelizmente o seu pedido de demissão pode ter outros motivos por trás. Está estabelecido um confronto doutrinal entre grande parte da igreja católica alemã, relativamente à admissão à Eucaristia de divorciados. à ordenação de mulheres e outros pontos de menor melindre. Fala-se mesmo da possibilidade de um novo cisma na Igreja Católica e novamente iniciado na Alemanha.
É possível que o cardeal Marx se tivesse sentido incapaz de lidar com esta questão na dupla posição de presidente da Conferência Episcopal Alemão e de consultor do Papa.
O problema da complexidade do mundo é ser sempre possível fazer leituras diversas dos mesmos factos (e mesmo à revelia das garantias que os seus actores possam dar sobre as suas intenções). Por exemplo, sobre os jornalistas que informados em Janeiro da cedência de dados não seguiram logo a notícia, já li teorias alternativas: foram jornalistas pertencentes à facção pedro-nuno-santista da imprensa que pretendeu, lançando a notícia mais perto das eleições, debilitar um concorrente na sucessão; ou foram jornalistas da facção costista que, desta forma, colocou água na fervura dos ímpetos sucessórios que Medina pudesse já andar a sentir.
Vá que chega o cardeal, bom seria e logicamente o próprio papa.
Mas com o aproximar das eleições até vamos ter reparos e pedidos vários sobre o chover só em Lisboa e nem um pingo em Cascais.