José M. Castro Caldas: «A soma de PECs restritivos é uma enorme recessão. A soma de “esquerdas” moles, adaptativas, conformadas e respeitadoras dos “mercados”, é uma social-democracia europeia incapaz de contribuir para evitar o desastre anunciado.»
Tomás Vasques: «O descontrolo do deficit em 2009, as agências de rating, a Grécia e a procura de "consensos" internos produziram o PEC agora em discussão. Este PEC é um grande trambolhão.»
Ricardo Sardo: «Qualquer política governamental deve passar pelo incentivo à natalidade e esta medida ataca frontalmente este objectivo. Ao cortar nos benefícios fiscais aos casais com filhos, o governo está a subverter a lógica social de qualquer Estado e a inverter uma das principais prioridades de Portugal. As famílias pensarão duas vezes antes de decidirem ter filhos, pois farão contas primeiro, o que é lamentável.»
Jorge Bateira: «Se a coesão social está no âmago do pensamento socialista, então só posso esperar que os socialistas deste País não deixem passar à prática a anunciada intenção do Governo de privatizar os correios de Portugal.»
João Abel de Freitas: «Tenho dificuldades em perceber que se sacrifique a área de seguros da CGD, quando entendo que a Caixa deve ser a cabeça do grupo Estado.»
Porfírio Silva: «Vamos lá ver se não aproveitamos a crise para fazer mais uns tantos disparates. Ainda por cima daquele tipo de disparate que já deixaram ver os resultados. É que "meter o socialismo na gaveta" às vezes sai muito caro.»
Sofia Loureiro dos Santos: «O PS esqueceu a sua visão do País, esqueceu-se do estado prestador, esqueceu-se das altas velocidades. O PS aceitou as imposições da direita e do presidente, tendo cedido à retórica habitual dos economistas do costume. O PEC apresentado poderia ter sido a proposta do PSD, com uns pozinhos de PS. Para quem votou no PS como eu, não é possivel que não esteja profundamente desiludido.»

As carpideiras vêm agora todas à liça.
Tarde piam.
E versejando sobre o PEC…
O descrédito arrastado
deixa um lastro pesaroso
para um povo agastado
e muito pouco vigoroso.
É tal a sede de poder,
cega e insaciável,
fazendo tanto por render
a razão insociável.
A sociedade sufocada
pelos impostos devoradores
sente a carteira atacada
por políticos esbanjadores.
Num programa comedido
por falta de crescimento
parece ficar perdido
o nosso entendimento.
Epílogo
Neste programa brincalhão
atestado de intenções
o afamado mexilhão
é o alvo das coacções.