Contra o vento. De Francisco Seixas da Costa, no Duas ou Três Coisas: «”First thing first”, dizem os ingleses e com razão.»
Paris. De Helena Araújo, no Dois Dedos de Conversa: «Estou a ouvir as notícias, mas só consigo pensar nas vítimas.»
Paris e os Baader-Meinhof. De Miguel, n’Um Voo Cego a Nada: «Todos sabemos como justificar o terrorismo é sempre uma falácia e uma armadilha.»
O suicídio dos polícias. Da Helena Ferro de Gouveia, na Domadora de Camaleões: «Não há como visitar o país dos polícias sem ficarmos com marcas.»
O problema da identidade. Do Luís M. Jorge, na Vida Breve: «Se alguém se vestir ali não destoará entre os cortadores de cabeças do Daesh.»
Ir em cantigas. De J.Rentes de Carvalho, no Tempo Contado: «Passados os sessenta dei por mim a filtrar melhor a minha permanente sede de leitura.»
Contas de multiplicar. Da Eugénia de Vasconcellos, na Cabeça de Cão: «Escrever também é tocar de ouvido.»
Coisas esdrúxulas. De Alexandra Abranches, n’A Destreza das Dúvidas: «Todo o fio fiado por Penélope na ausência de Ulisses mais não conseguiu do que encher Ítaca de traças.»

Felizmente, até agora, Rentes de Carvalho reconsidera, de cada vez que anuncia o encerramento do seu Tempo Contado.
E que essa conta não acabe tão depressa.
Costa
Ainda bem.
O Cão agradece: ão!, perdão, eu é que lhe agradeço por dar nota do Cabeça de Cão, caro Pedro.
Gostei muito desta frase, Eugénia: «Escrever também é tocar de ouvido.»
De tal maneira que alterei o figurino destas citações só para transcrevê-la.
Isso foi de uma grandíssima gentileza, Pedro: merci.
Pas de quoi, Eugénia.