A propósito do que aconteceu hoje no Charlie Hebdo. De Cristina Nobre Soares, no Em Linha Recta.
Notas parisienses. De Francisco Seixas da Costa, no Duas ou Três Coisas.
A manifestação de Paris – um triunfo da Civilização. Do Ricardo António Alves, n’ Abencerragem.
Paris – ‘mixed feelings’. Da Joana Lopes, no Entre as Brumas da Memória.
Je suis Charlie. Do Filipe Tourais, n’ O País do Burro.
Charlie n’ est pas Charlie. De José Pacheco Pereira, no Abrupto.
Je ne suis pas Charlie. De Teresa, no 365 Forte.
Os hipócritas. De João Luís Pinto, n’ O Insurgente.
Caros inimigos. Do Rui Bebiano, n’ A Terceira Noite.
Os limites da liberdade de expressão. De Miguel Madeira, no Vias de Facto.
A liberdade e o medo. De J. Rentes de Carvalho, no Tempo Contado.
Peste negra? Da Carla Ferreira, no Cair em Tentação.
“Basta um mau encontro”. De Bruno Alves, n’ O Insurgente.

Pergunto-me baixinho para que ninguém oiça como serão todos os charlies de ultima hora caídos do céu, nos círculos restritos onde se movimentam a par e passo. Em família, no trabalho, no desporto, nas colectividades, na politica e mesmo á mesa do café. Será que perante chefes e subordinados, pais, filhos e companheiras, parceiros de mesa ou de esquina, nos confrontos políticos como no desporto ou em assembleias de bairro, são assim tão apreciadores e respeitadores, senão mesmo acérrimos defensores do direito á liberdade de expressão que tanto se cansaram agora em apregoar? A democracia como a liberdade não são apenas para exibir autocolante em dia de montra enfeitada, mas inquestionavelmente mais para praticar nas rotinas diárias de relacionamento com os outros quando na ausência dos holofotes. Qual é o senhor que nos pode perdoar?
Comentário da semana.
O meu agradecimento pelo destaque, que considero extensivo a todos os que não se calam. Veio-me á memória uma máxima que não recordando o autor tenho bem presente: “Só os peixes mortos vão a favor da corrente”.
Destaque merecido, não tenho dúvida.