
Três incursões à Feira do Livro de Lisboa. A terceira, ontem, com direito a aguaceiro: é da praxe a chuva de quase-Verão, com vento a condizer, neste certame que tanto apaixona alfacinhas e visitantes de outras paragens.
Este ano mantêm-se os 340 pavilhões, agora em representação de 981 chancelas editoriais. Ampliou-se o espaço de comes e bebes. E é visível que muita gente não se limita a deambular pelo Parque Eduardo VII: abundam os sacos de compras.
Abraço um dos meus editores (Rui Couceiro, da Contraponto). E também o João Severino, parceiro de há longos anos, desde os tempos de Macau: está no pavilhão da Âncora com o seu recentíssimo livro de memórias, Recordador Olex – acompanhado do João Paulo Diniz, figura histórica da rádio portuguesa, que pôs no ar a senha do 25 de Abril aos microfones da Rádio Renascença. Há quase meio século.
Reencontro o José Manuel Barroso, velho camarada das lides jornalísticas. Deparo com a Helena Sacadura Cabral felizmente muito afadigada a dar autógrafos: interrompo-a por uns segundos para lhe dar um beijinho, satisfeito por a ver em boa forma. Sinto também orgulho ao ver as minhas amigas Filipa Martins e Maria Inês Almeida sempre com sucesso junto dos leitores.
Cruzo-me com gente conhecida. Pacheco Pereira sobe e desce a alameda, nervosamente: lembra-me a Luísa do poema “Calçada de Carriche”, de Gedeão. Tozé Brito conversa, descontraído, com quem o aborda: os anos não parecem passar por ele. Saúdo um sorridente Júlio Isidro: «Viva, Senhor Televisão!»
Cumprimento a Anabela Mota Ribeiro, com quem me cruzei há largos anos no histórico edifício do Diário de Notícias quando o jornal vivia um dos melhores períodos de sempre, em absoluto contraste com o actual.
E trago livros, claro. Entre outros, estes que aqui mostro (um deles foi-me oferecido): Tempestades de Aço, de Ernest Jünger; Liderança, de Henry Kissinger; O Dever de Deslumbrar (biografia de Natália Correia, escrita pela Filipa); Paralelo 42, de John dos Passos (pechincha do dia: apenas 8 euros num alfarrabista).
Nas filas de autógrafos, ontem a maior era – de longe – a do José Milhazes. Elogiado, incentivado, acarinhado e fotografado por um vasto público. Fiquei satisfeito por o ver imerso nesta onda de popularidade, rubricando exemplares das suas obras no recinto do conglomerado Leya. Trago prova do que vi. E deixo testemunho de uma frase que ali escutei: «Slava Ukraini!»
Nada mais apropriado.


Nas filas de autógrafos, ontem a maior era – de longe – a do José Milhazes. Elogiado, incentivado, acarinhado e fotografado por um vasto público.
Hmmm. Será que, daqui a uns anos, se irá candidatar a Presidente da República? Eu não me admiraria…
Barbas já tem, mas falta-lhe a farda para ser o próximo Presidente.
Creio, aliás, que nunca usou farda alguma.
Pois. Conheço melhor do que ninguém, o Milhazes. O homem que em 1977 dizia ” Estaline acima de tudo “. Foi pena não estar à venda o livro que ele publicou sobre o ” Milagre de Fátima “, onde afirmava, que a queda da União Soviética se deveu à Nossa Senhora de Fátima. Dá-me a entender que a Senhora de Fátima esgotou os milagres e lá deixou o Putin, que nada agradecido, virou-se para a Igreja Ortodoxa.
Mas o Zá Milhazes, o homem de Estaline, é que a sabe toda….
Migang, isso de vedetas a presidentes não é para todos.
Que pena o milhazes não saber mais nada sobre os fins/terminus dos conflitos, agora é que
dava jeito, até se podia fazer bons orçamentos de defesa.
E vendo bem os milagres para acabar os conflitos armados, nunca chegamos a perceber por que razão é que o milagre não é feito para não haver o conflito.
Em Portugal os presidentes vão mudando.
Ao contrário do que acontece na Rússia, onde é o mesmo desde 2000 (fez um “intervalo” como primeiro-ministro fictício durante quatro anos e regressou em 2012).
Ao contrário do que acontece na Bielorrússia, onde é o mesmo desde 1994.
Os reis e emires não contam pra a antiguidade.
A dinastia de ditadores comunistas na Coreia do Norte é de reis ou emires?
Essa dos comunistas já nós conhecemos, a dos reis e emires nada sabemos.
E a propósito do rapaz da Coreia do Norte, julgo que a raivinha do Pedro Correia é não ter sido convidado para a Conferência da “Ideia Juche”, no tempo do pai, há uns anos em Lisboa, no Hotel Ritz.
O velho estalinista veio picar o ponto. Entre Camões e Estaline, nem hesita em prestar culto ao segundo. Até no Dia de Portugal.
O tretas das encomendas nem no dia de Portugal se fica por vender mais umas da Bielorrúsia e Coreia do Norte riscadas.
Dá-me gozo ver como estes estalinistas até tremem de fúria ao verem uma imagem do Milhazes.
Se pudessem, até lhe serviam um chazinho de polónio.
Milhazes pode ter sido estalinista, mas já se livrou desse vírus.
Ao contrário de alguns leitores do DELITO, um dos quais presente nesta caixa de comentários.
E ai de quem diga mal do Milhazes, que até é o que está a dar, agora
Milhazes tem legião de fãs. Como nunca terá o Paulo Raimundo.
‘bora com o Milhazes a presidente, o outro também foi palhaço e agora é mais conhecido que o batatinha.
Putin, palhaço? Antes fosse.
É genocida.
E porque é que o fã do Estaline se apresenta como anónimo?
Será que até tem alguma vergonha?
Tem medo dos outros estalinistas.
Caro Pedro,
Aguarda-se o resumo dos mesmos daqui a uns tempos


Bons livros e de certeza que levou outros tantos bons que não mostra
Este ano, como todos os anos, também cumprimos a tradição de ir em família. Livros para todos, desde infantis, juvenis, romances e biografias. Quase tudo nas promoções
Só foi pena não poder ir à hora H
Viva, meu caro Trigueiros. Sim, tenciono ir dando nota aqui das leituras. Como é meu costume, aliás. Algo que faço com todo o gosto.
Compreendo a sua alegria. Recordar é viver.
Sempre gostei de ir à Feira, como leitor e também como autor. Creio ter deixado aqui relato e crónica das minhas deslocações em todos estes anos, excepto durante o pesadelo da pandemia, em que não se realizou.
1968. D.Quixote.Livros de Bolso,Poesia,O’ Neil,Carlos de Oliveira,Vinicius…
Restos de Sartre,O Existencialismo é um Humanimo,Prefácio do não-sartriano Vergílio Ferreira.
Restos de Estruturalismo,Antropologia Lévi Strauss,textos sobre o Estruturalismo,Prado Coelho Júnior já brilhava,O Foucault das palavras.
Acabou.Nem gâmbias nem paciência. Alfarrábios onnet,há atentos e dedicados,alguns.
Já passaram 55 anos.