Do “elevado interesse público”. Do João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.
Política do rancor. Do Mr. Brown, n’ Os Comediantes.
Misoginia. Do Carlos Azevedo, no The Cat Scats.
Dez formas de desconversar sobre piropos. Da Rita Dantas, no Boas Intenções.
“Fragilidade semântica” e deterioração política. De Miguel Serras Pereira, no Vias de Facto.
Síria. De Francisco Seixas da Costa, no Duas ou Três Coisas.
Judo diplomático. De José Medeiros Ferreira, no Córtex Frontal.
Não me peçam para vos levar a sério (1). Do Luís Naves, no Fragmentário.
Erros seus, má fortuna. Do Rui Bebiano, n’ A Terceira Noite.
A comunicação é uma coisa tramada. Da Helena Ferro de Gouveia, na Domadora de Camaleões.
A literatura ou a vida. De Rui Ângelo Araújo, n’ Os Canhões de Navarone.
Ar puro (XCVIII). Do Mr. Brown, n’ Os Comediantes.
Como comprar uma pilha de livros com apenas 10 euros. De João Oliveira, no Sentido dos Livros.
A Gaiola Dourada. Do Paulo Gorjão, na Bloguítica.
(actualizado)

Fui ler o texto de o Francisco Seixas da Costa sobre a Síria.
Ponderado, com instrutivos comentários inclusos.
Curiosamente, em tempos de radicalismo, ser ponderado é ambíguo. Em tempos de incitamento radical, não gritar “viva la muerte” parece um acto subversivo. Quando o normal é ser-se anormal, o silêncio é ambíguo.
De um ridículo apalhaçado parece-me a posição francesa. Quando Obama tenta de alguma forma manter agora uma compostura, surge o jurássico Laurent Fabius com uma postura de cruzado burgonhês. A exigência ao Conselho de Segurança de admitir que foi Assad o responsável pelo ataque de Agosto, deveria ser vista pela Rússia como uma ofensa à inteligência. Não apenas aos serviços de inteligência, é mesmo um mau serviço à inteligência. A França pode ter as costas quentes, mas não deixa de cair no absoluto ridículo quando se põe em bicos de pés.
Quando a posição russa se resume a um simples “desarme-se o suspeito”, a posição francesa exige “uma confissão sob ameaça de morte”, à velha maneira do santo ofício.
Mais do que uma opção político-militar, isto parece reflectir a fragilidade económica francesa, que estará sob completa chantagem de exposição…
Toca num ponto essencial, que justifica uma séria reflexão de todos nós: «Curiosamente, em tempos de radicalismo, ser ponderado é ambíguo. Em tempos de incitamento radical, não gritar “viva la muerte” parece um acto subversivo. Quando o normal é ser-se anormal, o silêncio é ambíguo.»
Nesta era da televisão “instantânea” e das “redes sociais” omnipresentes, o que está a dar é a gritaria, é o radicalismo, é o irracionalismo com todos os seus matizes.
O dirigente prudente e ponderado é ridicularizado e vilipendiado até ao tutano precisamente por ter essas qualidades características do estadista, tão pouco apreciadas nesta era dos chavões pseudo-radicais proclamados pelos guerreiros de sofá, de comando televisivo sempre em riste.
Alguns links estão trocados
Voltou tudo à boa ordem inicial, JJ. Obrigado.
Grato pela referência, Pedro. Apenas uma observação: o link que inseriu em The Cat Scats direcciona para o post da Rita Dantas.
Havia várias linhas trocadas, Carlos. Nem percebo porquê pois costumo conferir tudo com cuidado. Aproveitei para fazer destaque a outro texto seu. Um abraço.
Acontece aos melhores. 🙂
Quanto ao texto que aproveita para destacar, fico-lhe ainda mais grato. Não por ser meu, embora a sua gentileza me toque, mas por ser algo que, independentemente de se concordar ou não com o que escrevi, deveria ser seriamente discutido (ou, pelo menos, dever-se-ia pensar mais no que está em causa).
Abraço.
Triste. É triste que um texto tão oportuno como esse d’ATerceira Noite esteja grafado em barbarismo acordita, essa mistela indefensáel que você, Pedro Correia, tão bem desmascarou já.
Pode o autor desse texto sustentar que o infame AO90 não é para ali chamado. Mas é: uma coisa como aquela, que introduz “facultatividades” arrepiantes, que ignora com obscena arrogância a etimologia, que despreza em absoluto a natural evolução (rompendo-a como um verdadeiro golpe de estado), que subalterniza os falantes do ramo-fundador de um idioma e que como um golpe de estado se impõe contra toda a lei vigente, essa “coisa” mais não faz do que legitimar a escrita que cada um pretenda adoptar.
É o triunfo da ignorância, da estupidez, da rejeição militante do estudo, do orgulhoso cultivo de uma língua. Reduzida a algo puramente funcional, instrumental: desde que me entendam – ou eu (eu não, entenda-se!) ache que me entendem – é quanto basta e está muito bem.
O blogue, claro (salvo meu crasso erro), não permite comentários.
Costa
Obrigado pela referência!
Não tem de quê, João. E cumprimento-o pelo seu blogue, bem acima da média comparando-o com outros que têm como tema central os livros.
Muito grata pela simpática referência Pedro.
Se pensares algum dia em desfazeres-te de parte da biblioteca eu estou em primeiro lugar na fila de “herdeiros”.
Não serás esquecida, Helena. Saudações Leoninas.