
«A face do mundo é sempre igual a si mesma. Os rios correm sempre, as árvores dão os seus frutos e as estrelas vivem eternamente pregadas ao céu.»
Vergílio Ferreira, O Caminho Fica Longe (1943), p. 164
Ed. Quetzal, 2016. Edição de Ana Isabel Turíbio

«A face do mundo é sempre igual a si mesma. Os rios correm sempre, as árvores dão os seus frutos e as estrelas vivem eternamente pregadas ao céu.»
Vergílio Ferreira, O Caminho Fica Longe (1943), p. 164
Ed. Quetzal, 2016. Edição de Ana Isabel Turíbio
Tão bom! A escrita é despojada, zero pretensiosa, mas o alcance é certeiro e profundo.
Uma escrita inconfundível, Fátima.
Gosto muito do último,uma ou outra desatenção mas firme no projecto inicial—“tudo o que Deus fez foi bem feito”. A perene ironia ou simples humor,a “respiração” que dizia precisar pelo meio da dureza do percurso filosófico subjazente. A entrada é deliciosa,na confusão e transmutação de afectos sabiamente usada por uma “ocupante” do lugar deixado pela verdadeira amada. As provas para deficientes com a participação do Serpa Sapo nos jogos em honra de Patroclo.
Não calhou opinar sobre o seu texto,uma das poucas obras luso-vergilianas não lidas.Que me desculpe e fique a sugestão.
Na tua Face,assim se chama o último romance.
Li na altura, quando apareceu. Vergilio foi grande escritor, do princípio ao fim.
Já se notava isso neste romance de “aprendizagem” ambientado em Coimbra, no meio estudantil, durante a guerra.