
«A cidade é melhor para as pessoas infelizes. Na cidade, uma pessoa pode viver cem anos e não reparar que já morreu há muito e apodreceu. Não temos tempo para pensar em nós, estamos totalmente ocupados. Negócios, relações públicas, saúde, artes, saúde e educação das crianças, receber as visitas destes e daqueles, visitar outros, é preciso ver a actriz tal, ouvir o cantor ou a cantora tal (…) e no entanto a vida é vazia, vazia.»
Lev Tolstoi, Sonata de Kreutzer (1889), p.77
Ed. Sociedade Editora de Livros de Bolso, 2010. Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra. Colecção Biblioteca Editores Independentes, n.º 80

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Tenho certo pendor para os escritores Russos, mas não li este livro. A afirmação tem tal actualidade que somos levados a concluir que o homem pouco muda ao longo dos tempos.
Julgo que sim, a cidade engana melhor o vazio. Mas não sei se vale a pena. Os citadinos que se manifestem.
https://www.portalconservador.com/livros/L iev-Tolstoi-A-Sonata-de-Kreutzer.pdf
se quiser ler…Tolstoi , o meu herói , doou os diretos de autor , como o Gabo.
Bem haja:)
Interessante ver como nesse tempo já se falava assim…