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«Mas é isso que a humanidade tem de maravilhoso: por mais desencorajantes e terríveis que sejam as circustâncias, nunca deixa de voltar a tentar, porque sabe que há coisas que são importantes e merecedoras do risco da tentativa.»
Ray Bradbury, Fahrenheit 451 (1953), p. 196
Ed. Saída de Emergência, 2020

É de facto maravilhoso esse tentar atrás e tentar que acontece aos homens. Embora sejamos efémeros, ou sobretudo por isso, a vida impulsiona com força desmedida.
Encontra no YouTube muitos vídeos com as centenas de máquinas não voadoras que antecederam a máquina efectivamente voadora. Foi um processo mesmo por tentativa e erro. E não foi efémero pois mudou o mundo como o conhecemos.
« Era um prazer especial ver as coisas serem devoradas, ver as coisas serem enegrecidas e alteradas. Empunhando o bocal de bronze, a grande víbora cuspindo seu querosene peçonhento sobre o mundo, o sangue latejava em sua cabeça e suas mãos eram
as de um prodigioso maestro regendo todas as sinfonias de chamas e labaredas para
derrubar os farrapos e as ruínas carbonizadas da história. Na cabeça impassível, o capacete simbólico com o número 451 e, nos olhos, a chama laranja antecipando o que
viria a seguir, ele acionou o acendedor e a casa saltou numa fogueira faminta que manchou de vermelho, amarelo e negro o céu do crepúsculo. »
lembrei-me da guerra que decorre …
É uma distopia tão perversa como perversa é a guerra em curso.
Obra-prima. Actual como nunca.
Tem passagens que, de facto, foram realmente premonitórias.