Leituras


Pedro Correia,

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«Se não se pensar na morte, não se pode apreciar a vida.»

John Grisham, A Firma (1991), p. 440

Ed. 11×17, 2020. Tradução de Joana Luz. Colecção Biblioteca John Grisham, n.º 1

5 comentários em “Leituras”

  1. Khalil Gibran é um cristão da cepa maronita. Sobre a morte e a vida deixou-nos uma bela reflexão:
    Depois Almitra pediu: Queríamos que falasses agora da Morte.
    E ele respondeu:
    Vós conheceis o segredo da morte.
    Mas como o encontrareis a menos que o procureis no âmago do coração?
    O mocho cujos olhos nocturnos são cegos para a claridade, não pode desvendar o mistério da luz.
    Se quereis verdadeiramente conhecer o espírito da morte, abri o vosso coração até ao corpo da vida.
    Pois vida e morte são uma só, tal como o são o rio e o mar.
    Na profundeza dos vossos desejos e esperanças está a consciência silenciosa do além; e tal como as sementes que sonham sob a neve, também o vosso coração sonha com o desabrochar.
    Confiai nos sonhos, pois neles está a porta para a eternidade.
    O vosso medo da morte não é mais do que o temor do pastor quando se vê perante o rei que ergue a sua mão para o honrar.
    E sob a sua tremura, não está feliz o pastor, por trazer em si a insígnia do rei?
    E, no entanto, não está mais consciente do seu tremor?
    Pois o que é morrer senão ficar nu ao vento e fundir-se com o sol?
    E o que é deixar de respirar senão libertar a respiração das suas inquietações a fim de ela poder elevar-se e expandir-se até Deus?
    Só quando beberdes do rio do silêncio sereis capazes de cantar.
    E quando chegardes ao cimo da montanha, podereis então começar a subir.
    E quando a terra reclamar o vosso corpo, então sereis verdadeiramente capazes de dançar.
    in “O Profeta”

    1. “Pois vida e morte são uma só, tal como o são o rio e o mar”.
      Nem todos os rios desaguam no mar.
      Rio e mar não são um só, um é doce, outro salgado.

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