
«É por acaso o amor que une todos esses casais que nós conhecemos – os que ainda se dão ao trabalho de estar unidos? Não será algo mais parecido com a fraqueza? Não será antes o comodismo, a apatia e o sentimento de culpa? Não serão antes o medo, a exaustão e a inércia, a pura e simples falta de coragem, mais, muito mais, do que esse “amor” com que eternamente sonham os conselheiros matrimoniais, os cançonetistas e os psicoterapeutas?»
Philip Roth, O Complexo de Portnoy (1969), pp. 109-110
Ed. Bis, 2016 (4.ª ed). Tradução de Ana Luísa Faria
