Leituras


Pedro Correia,

004-Outono-do-Patriarca.jpg

 

«Aprende-se tarde de mais que até as vidas mais dilatadas e úteis não chegam para mais nada senão para aprender a viver.»

Gabriel García Márquez, O Outono do Patriarca (1975), p. 219

Ed. Público, 2002. Tradução de José Teixeira de Aguilar. Colecção Mil Folhas, n.º 4

10 comentários em “Leituras”

  1. Gabriel García Márquez faz parte de um conjunto de escritores que ganham notoriedade com um estilo de escrita e acabam a actividade literária num registo completamente diferente.
    “Cem anos de solidão” é na minha opinião um dos melhores livros de Gabriel García Márquez. “Memória de minhas putas tristes “, não gostei.

    1. A sua observação faz muito sentido. Aliás existe a chamada “maldição dos Nobéis”: os escritores galardoados pelo júri de Estocolmo, em regra, nunca mais voltam a escrever livros ao nível dos que ficaram para trás. Tem sucedido isso com quase todos.

  2. Eu gostei do Outono do Patriarca. Mas para mim as obras primas do GGM são o Amor em tempos de cólera e os Cem anos de solidão. São magistrais.
    Bons tempos, quando comprar o Público e o respectivo romance era um ritual semanal. Uma óptima coleção com um preço muito atractivo.

    1. Talvez a melhor colecção de livros alguma vez proporcionada por um órgão de informação português. Cem títulos dos quais pelo menos metade são obras-primas da literatura.

      1. Comecei a ler quando estava na faculdade entretanto fiz uma pausa na leitura durante as frequências. Nesse intervalo emprestei o livro é nunca mais o vi. Vou ter que comprar novamente o livro e aproveitar para retomar às minhas origens de leitora 🙂

  3. Quando o li, gostei do livro. Mas foi há tanto ano que relê-lo não seria mau. Aprende-se tarde e sempre pouco; mesmos os longevos saem da vida com um quase nada na bagagem e toda a perdem (excepto se acreditarem na reencarnação).

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *