
«Aprende-se tarde de mais que até as vidas mais dilatadas e úteis não chegam para mais nada senão para aprender a viver.»
Gabriel García Márquez, O Outono do Patriarca (1975), p. 219
Ed. Público, 2002. Tradução de José Teixeira de Aguilar. Colecção Mil Folhas, n.º 4

Gabriel García Márquez faz parte de um conjunto de escritores que ganham notoriedade com um estilo de escrita e acabam a actividade literária num registo completamente diferente.
“Cem anos de solidão” é na minha opinião um dos melhores livros de Gabriel García Márquez. “Memória de minhas putas tristes “, não gostei.
A sua observação faz muito sentido. Aliás existe a chamada “maldição dos Nobéis”: os escritores galardoados pelo júri de Estocolmo, em regra, nunca mais voltam a escrever livros ao nível dos que ficaram para trás. Tem sucedido isso com quase todos.
Eu gostei do Outono do Patriarca. Mas para mim as obras primas do GGM são o Amor em tempos de cólera e os Cem anos de solidão. São magistrais.
Bons tempos, quando comprar o Público e o respectivo romance era um ritual semanal. Uma óptima coleção com um preço muito atractivo.
Talvez a melhor colecção de livros alguma vez proporcionada por um órgão de informação português. Cem títulos dos quais pelo menos metade são obras-primas da literatura.
Cem Anos de Solidão é o meu livro preferido de Gabriel García Márquez (já li três vezes, uma delas em espanhol). O Outono do Patriarca e Amor em Tempos de Cólera vêm imediatamente a seguir. Boa sugestão de leitura;)
“Crónica de uma Morte Anunciada” talvez seja o livro dele de que eu mais gosto.
Comecei a ler quando estava na faculdade entretanto fiz uma pausa na leitura durante as frequências. Nesse intervalo emprestei o livro é nunca mais o vi. Vou ter que comprar novamente o livro e aproveitar para retomar às minhas origens de leitora 🙂
Uma obra-prima. Exemplo de escrita concisa e límpida, sem uma palavra a mais.
Isso descreve praticamente todas as obras de Gabriel García Márquez 🙂
Quando o li, gostei do livro. Mas foi há tanto ano que relê-lo não seria mau. Aprende-se tarde e sempre pouco; mesmos os longevos saem da vida com um quase nada na bagagem e toda a perdem (excepto se acreditarem na reencarnação).