Leituras


Pedro Correia,

16449417_kRtsu.jpeg

 

«A filosofia parece ocupar-se só da verdade, mas talvez diga só fantasias, e a literatura parece ocupar-se só de fantasias, mas talvez diga a verdade.»

Antonio Tabucchi, Afirma Pereira (1994), p. 24

Ed. Dom Quixote/Público, 2002. Colecção Mil Folhas, n. º 26. Tradução de José Lima

9 comentários em “Leituras”

  1. A Filosofia ocupa-se de Transformar a Verdade, ou A Realidade, e para Isso é preciso Imaginá-La, Fantasiá-la Reinventá-La numa Perspectiva de Melhoria Contínua. A Literatura, a Ficção, também são Uma Forma Repensar A Realidade.

  2. A filosofia é a função de pensar sobre o pensamento, a literatura regista esse resultado.
    Bom livro.

  3. Lido há uns anos, bem diferente de A Mulher de Porto Pim, gostei de ambos, há anos e na sequência de um encontro com de amigos que contou com Mariano Gago levei uma proposta na Horta para se homenagear este escritor na baía de Porto Pim… mas caiu em saco roto.

  4. Foi o meu primeiro Tabucchi, precisamente esta edição da colecção Mil Folhas.
    Depois vi o filme do Roberto Faenza na tv e gravei-o em K7.
    Voltei a ler o livro e a ver o filme, com um fantástico Mastroianni e uma belíssima Lisboa.
    E depois fui comprando e lendo tudo o que ia saíndo do Tabucchi, incluíndo a Mulber de Porto Pim (que o Carlos Faria refere e que é aquilo a que eu costumo chamar um pequeno grande livro).
    Voltando ao Afirma Pereira, quem não gostar muito de ler livros, pode tentar a novela gráfica do Pierre-Henry Gomont, muito premiado em França e também por cá (editado pela G. Floy é um magnífico álbum).
    A história é imperdível.
    Boas Festas
    🎄
    Maria

  5. Verdade/Realidade=Ontologia
    Verdade/Conhecimento=Epistemologia
    A ciência questiona e procura o conhecimento. A estética questiona e procura o real. A ciência usa a imaginação e a especulação dedutiva eliminando hipóteses e reduzindo-as até à probabilidade maior (quanto menor for o número maior a probabilidade. O 1 será sempre o mais exacto – 100% ). A estética especula o real através de narrativas, as mais diversas possíveis, sem recurso à lógica ou às ideias, mas apenas aos conceitos e às formas ( quanto maior é a diversidade maior é o seu alcance ). Porém não se substitui à ontologia porque os sentidos não são fiáveis para a análise dos entes e das coisas. Também não se substitui à epistemologia porque as formas e os conceitos são infinitamente superiores ao alcance da razão. (A música é o exemplo mais paradigmático. )
    A estética é no entanto um questionar permanente, desde sempre objecto da filosofia. Podemos assim afirmar que não há estética sem filosofia mas há filosofia sem estética.
    A literatura é porém uma arte que, num sentido mais lato, aborda tanto o conhecimento, como o real, o transcendente e a ética.
    No fundo, é um ecletismo hermenêutico e exegético.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *