
«A guerra é uma devoradora insaciável de homens; mata uns, estropia outros, escangalha a maior parte.»
Aquilino Ribeiro, Volfrâmio (1944), p. 70
Ed. Bertrand, 2015

«A guerra é uma devoradora insaciável de homens; mata uns, estropia outros, escangalha a maior parte.»
Aquilino Ribeiro, Volfrâmio (1944), p. 70
Ed. Bertrand, 2015
Uma grande verdade!
Miguel Nunes
Um livro cuja leitura recomendo. Daria um óptimo filme.
Foi o exactamente o que o Sr. de La Palice pensou!
La Palice também dava uma longa-metragem.
Ainda não li este livro do Aquilino.
Um livro que se lê bem. Passado durante a II Guerra Mundial, com ingleses e alemães instalados em Portugal para extraírem o nosso volfrâmio.
Aquilino foi o primeiro romancista português a escrever – em tempo real – sobre uma guerra que não chegou cá mas cujos ecos foram muito intensos.
Tem, desde logo, esse mérito. Foi pioneiro e não hesitou em retratar ambos os lados com muita vivacidade e autenticidade – e com as suas habituais diatribes contra o salazarismo. Também em tempo real, o que lhe confere mais valor.
Lida boa parte da obra d AR, um dos favoritos é “grandezas e misérias dos príncipes de Portugal”. AR exagera nos regionalismos. Mete-os a batoque, parecendo, quer mostrar erudição no seu saber. Tal, adensa a escrita, tornando leitura uma predicação – de idas ao dicionário.
Note-se o início da “Casa grande de Romarigães”. Belo livro, porém….
No último ano, li (ou reli) quatro livros de Aquilino: ‘A Casa Grande de Romarigães’, ‘Quando os Lobos Uivam’, ‘Volfrâmio’ e ‘O Malhadinhas’.
Gostei de todos. Muito.
Não hesito em considerá-lo um dos grandes escritores portugueses do século XX.
Os regionalismos e neologismos de raiz vernácula (Aquilino inventava muitas palavras) são marcas do estilo dele que afugentam leitores contemporâneos urbanos. Mas estão inseridos no contexto, quase sempre, como bem se nota neste ‘Volfrâmio’: quando fala gente da cidade, logo o discurso se despe dos regionalismos e dos inúmeros coloquialismos proferidos pelas personagens rurais.
O que confirma o talento do escritor.
Não hesito em qualificar ‘A Casa Grande de Romarigães’ e ‘O Malhadinhas’ entre as mais destacadas obras-primas do nosso romance e da nossa novela. Tenciono, aliás, desenvolver aqui o tema muito em breve.
Concordo.
Parabéns pela escolha. Quando os lobos uivam é um portento. Cumprimentos. Os outros que indica também os li assim como a Mina de Diamantes. Cumprimentos
Um romance de vocabulário muito rico que apesar de se passar longe da guerra, numa zona cuja população nem parecia colocar tal possibilidade, vê-se os seus efeitos e interesses em jogo que dilaceravam também gente lusa. Uma lição de história de Portugal romanceada de um fenómeno hoje um pouco esquecido ou ignorado por muitos portugueses.
Nesta semana encomendei outro Aquilino: A Casa Grande de Romarigães… a ver o que será.
Viva, Carlos. Não hesito em eleger ‘A Casa Grande de Romarigães’ entre os dez melhores romances portugueses do século XX. Excelente leitura de Verão, quando os dias são mais pausados e estamos mais disponíveis para autores com escrita muito elaborada, como é a de Aquilino.
Espero, em breve, deixar aqui um conjunto de postais sobre os melhores livros de ficção portuguesa do século que passou. Aquilino, claro, estará representado nessa lista.
Rodrigues Migueis, é outro. Receio-o algo esquecido. Qual EQ, timbrou bem a personalidade portuguesa e a saudade. Ao longe, memória lhe fez perto, as singularidades pátrias. Escrita sublime.
Belíssimo escritor. ‘A Escola do Paraíso’ é um dos grandes romances portugueses do século XX e um dos melhores que alguém já escreveu sobre Lisboa.
“A Escola do Paraíso” eis um romance de que nunca ouvira falar, anotado. Espero por essa lista dos melhores (segundo o Pedro) da literatura Portuguesa no século XX… e um dia espero pelos melhores escritos originalmente em Português. Porque não?
Escrevi sobre esse romance aqui, Carlos: randes-romances-27-10989300
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/g