![2362319_0[1].jpg 2362319_0[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2020/21802147_hDN23.jpeg)
«Nesta época estranha a inteligência parece estúpida e a estupidez inteligente, e torna-se salutar desconfiar de ambas por questão de prudência.»
António Lobo Antunes, Memória de Elefante (1979), p. 98
Ed. Vega, 1981
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«Nesta época estranha a inteligência parece estúpida e a estupidez inteligente, e torna-se salutar desconfiar de ambas por questão de prudência.»
António Lobo Antunes, Memória de Elefante (1979), p. 98
Ed. Vega, 1981
Faz parte da estante.
Estante! não papel de parede decorativo.
Seguramente haverá um figura literária que exprima o dizer coisa nenhuma.
E depois há outra mania, usual, que faz da insensatez o gosto dos inteligentes. Comovo – me quando travo conhecimento com um inteligente normal.
Não vivêssemos nós numa época super-estranha, em que a prudência se confunde com o temor e a submissão, enquanto a temeridade é exaltada como expressão de liberdade…
Livro que fez época na minha vida, ainda eu desconhecia que o autor se me agarrava que nem lapa e ia lê-lo um livro após o outro. Devo-lhe muita hora que não dei por passar, e a compreensão dos sonhos destruídos e da vida avessa que cada um vive dentro de si. Goste-se ou não se goste, é um estilo.
Eu desconfio de todos, de todos , de todos….to…dos
menos do meu ratinho.