Leituras


Pedro Correia,

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«O meu país é triste aonde o mar não chega, nocturno mesmo que ao sol, sombrio ainda que de dia aonde o mar não chega.»

António Lobo Antunes, Conhecimento do Inferno (1980), p. 54

Ed. Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1983 (6.ª edição). Colecção Autores de Língua Portuguesa

8 comentários em “Leituras”

  1. É pouco, muito vago, insuficiente para um conhecimento do Inferno.
    Se bem que Lobo Antunes seja um dos meus escritores de eleição, nunca falou comigo porque se o tivesse feito saberia o que é descer ao Inferno. Às profundezas mais tenebrosas.

  2. Meh

    Nunca gramei estas sentenças do ALA tipo olha-para-mim-que-poético-que-eu-sou-deixa-me-cá-pôr-uns-cavalos-ao-pé-do-mar-e-umas-antíteses-parolas-para-isto-ficar-mais-profundo

  3. “Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar” suponho ter lido numa entrevista a António Lobo Antunes, que são versos de uma canção alentejana que o Vitorino (e talvez também o Janita Salomé) cantou num dos almoços com o escritor e outras personagens talvez conhecidas.
    E ele é mesmo poético, vibrantemente poético.

    1. Bem; se não são os cavalos do João Moura conduzidos para um “eutanasiamento” por afogamento, então devem ser cavalos marinhos.

  4. Sim.
    Nasci ao lado e cresci perto, mui perto do mar e raramente o vejo, e não preciso de ser leitora do António L.A. para subscrever este trecho que deixaste, Pedro 🙂
    Saudades do mar, mesmo adorando o matagal, os arbustos, poderão ser aquelas, as palavras.

  5. O País não é triste: ele é que resolveu dizer mal disto porque gosta mais de África. Aí é mais luminoso, agora até lhe cortam a cabeça se rezar ao tipo errado e entra mais luz divina pelo buraco que fica no pescoço.

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