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«O meu país é triste aonde o mar não chega, nocturno mesmo que ao sol, sombrio ainda que de dia aonde o mar não chega.»
António Lobo Antunes, Conhecimento do Inferno (1980), p. 54
Ed. Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1983 (6.ª edição). Colecção Autores de Língua Portuguesa

É pouco, muito vago, insuficiente para um conhecimento do Inferno.
Se bem que Lobo Antunes seja um dos meus escritores de eleição, nunca falou comigo porque se o tivesse feito saberia o que é descer ao Inferno. Às profundezas mais tenebrosas.
Meh
Nunca gramei estas sentenças do ALA tipo olha-para-mim-que-poético-que-eu-sou-dei xa-me-cá-pôr-uns-cavalos-ao-pé-do-mar-e-u mas-antíteses-parolas-para-isto-ficar-ma is-profundo
Há quem prefira Saramago. Eu sou mais da facção Antunes.
“Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar” suponho ter lido numa entrevista a António Lobo Antunes, que são versos de uma canção alentejana que o Vitorino (e talvez também o Janita Salomé) cantou num dos almoços com o escritor e outras personagens talvez conhecidas.
E ele é mesmo poético, vibrantemente poético.
Bem; se não são os cavalos do João Moura conduzidos para um “eutanasiamento” por afogamento, então devem ser cavalos marinhos.
Sim.
Nasci ao lado e cresci perto, mui perto do mar e raramente o vejo, e não preciso de ser leitora do António L.A. para subscrever este trecho que deixaste, Pedro 🙂
Saudades do mar, mesmo adorando o matagal, os arbustos, poderão ser aquelas, as palavras.
Poderão sim, Alexandra. Compreendo muito bem.
O País não é triste: ele é que resolveu dizer mal disto porque gosta mais de África. Aí é mais luminoso, agora até lhe cortam a cabeça se rezar ao tipo errado e entra mais luz divina pelo buraco que fica no pescoço.