
«As palavras gastam-se. Nascem, ganham novos sentidos, novos sons, algumas morrem em velhos dicionários e esquecidas no silêncio. Vejamos a palavra nobreza. Envolve múltiplos e até ideológicos, éticos e psicológicos sentidos. Socialmente indica a ordem laica dominante na Idade Média europeia. Mas foi necessário esclarecer a palavra com diferentes adjectivos: nobreza feudal, nobreza de linhagem, nobreza de corte, nobreza urbana, nobreza cidadã.»
António Borges Coelho, Portugal Medievo, p. 337
Ed. Caminho, 2010. História de Portugal, volume II

As velhas palavras gastam-se em tempos novos.
Vejamos a palavra coragem. Incialmente designava alguém que, posto em batalha, desconsiderava vida e morte. Hoje existe, uma outra, dita intelectual que define, os que há braseira, desconsideram digestões. Por falar nisso, comi migas com entrecosto e sericaia. Indigesto p’ra mundial.
Há lareiras e gente à lareira.
De resto bom proveito.
e também pela palavra, que neste caso é nobreza, se sai da Idade Média para a actualidade.