Leituras


Pedro Correia,

250x.jpg

 

«As palavras gastam-se. Nascem, ganham novos sentidos, novos sons, algumas morrem em velhos dicionários e esquecidas no silêncio. Vejamos a palavra nobreza. Envolve múltiplos e até ideológicos, éticos e psicológicos sentidos. Socialmente indica a ordem laica dominante na Idade Média europeia. Mas foi necessário esclarecer a palavra com diferentes adjectivos: nobreza feudal, nobreza de linhagem, nobreza de corte, nobreza urbana, nobreza cidadã.»

António Borges Coelho, Portugal Medievo, p. 337

Ed. Caminho, 2010. História de Portugal, volume II

0 comentários em “Leituras”

  1. As velhas palavras gastam-se em tempos novos.

    Vejamos a palavra coragem. Incialmente designava alguém que, posto em batalha, desconsiderava vida e morte. Hoje existe, uma outra, dita intelectual que define, os que há braseira, desconsideram digestões. Por falar nisso, comi migas com entrecosto e sericaia. Indigesto p’ra mundial.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *