Leituras


Pedro Correia,

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«Era a vida, eram as relações humanas, sempre assim?, perguntou-se Therese. Nunca terreno sólido debaixo dos pés. Sempre como saibro, cedendo sempre um pouco, ruidosas para que o mundo inteiro as pudesse escutar e para que uma pessoa precisasse de estar sempre atenta, sempre à escuta do passo ruidoso e áspero do intruso.»

Patricia Highsmith, Carol (1952), p. 161

Relógio d’ Água, Lisboa, 2015. Tradução de Ana Luísa Amaral. Colecção Crime Imperfeito, n.º 33

6 comentários em “Leituras”

  1. «Era a vida, eram as relações humanas, sempre assim?, perguntou-se Therese. Nunca terreno sólido debaixo dos pés》

    Sim, Patricia. É sempre assim para quem sofre de Depressão.

  2. A capa do livro, um pouco abusivamente na minha opinião, retrata as duas interpretes do filme com o mesmo nome, Cate Blanchett e Rooney Mara, com isso tentando um golpe de publicidade.
    Não li o livro, o filme é superlativo, como elas as duas o são.

    1. O filme é muito bom, mas gostei mais do livro. Para mim sem dúvida é o melhor de Patrícia Highsmith.
      Um livro único também em toda a obra desta escritora.
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/ja-li-o-livro-e-vi-o-filme-194-9417315

      Tem razão na crítica que faz à capa. A editora Relógio d’ Água até nos habituou (bem) a excelentes capas. Neste caso não tenho dúvida de que se destinou apenas a ajudar a vender o livro à boleia do filme, reproduzindo as imagens que figuram no cartaz dessa longa-metragem.

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