
A minha escolha das personalidades de 2017. Ainda segue a tradicional, conservadora e até reaccionária distinção de género (“mulher do ano”, “homem do ano”). Presumo que em 18 (ou, vá lá, 19) isso já não seja socialmente aceite e, como tal, aproveito para me ir despedindo deste “uso e costume” indígena:

Mulher do Ano (Nacional): Sónia Fertuzinhos, ainda deputada vimaranense. Esta trapalhada do Montepio e da Santa Casa (de que se virá a falar bastante daqui a uns anos, para total pasmo – “nunca me apercebi de nada” – dos inclusos na actual mole geringoncica) tinha que ter uma cabeça como moeda de troca. Ficará por esta cabecita, mera moeda preta …

Homem do Ano (Nacional): Capoulas Santos, grande revolucionário florestal e ainda ministro da Agricultura: “O Governo fez a maior revolução que a floresta conheceu desde os tempos de D. Dinis”, proclamou em meados de Agosto. Conferiu-se.

Muher do Ano (Internacional): Isabel dos Santos. Injustiçadíssima no processo de transição política no seu país. Nem um discurso solidário dos seus sempre solidários em Portugal.

Homem do Ano (Internacional): Robert Mugabe. O Tio Bob foi condenado a ir para casa (para o palácio, entenda-se …) ouvir o audiolivro The Autumn of the Patriarch. Adormecerá nesses entretantos, claro. Nem um sinal solidário daqueles que tão ufanos ficaram quando o trouxeram a Lisboa, na cimeira UE-Africa, então areando-lhe a legitimidade

Cá por casa para o topo do ramalhete veio-me à ideia o nosso agulheiro de turno vazio, tocando o fado de corneta e de bandeirola enrolada feito basbaque a ver passar os comboios.
Não está mal pensado e vem ainda melhor dito
Os figurões retratados não são exceção.
Declaro, antes que venha por aí o chavão “não generalizar”.
Há que inverter o discurso:
– Não generalizar, quando surgir alguém, relacionado com o mundo político, que não seja corrupto.
Um novo (novo?!) paradigma!
João de Brito
Desesperançado, para não compor de outra forma
Então e o Centeno?
Então e a Ester Coutinho?
Jpt, que tal uma declaração de interesses?
Não me leve a mal, mas é fraquinho
Podiam ser tantos, tantas, de cá e de lá. O Ronaldo ou o Salvador, para começar. Meto os que posso, os que sorrio ou desdenho, e – muito para além dessa completamente desajustada reclamação de uma “declaração de interesses” (que é isso? Isto é um blog, escrevo sem agenda, sem “interesses” que tenha que botar, acho mesmo insultuosa essa convocatória – acima de tudo, os que me apetece. A “responsabilidade editorial” que V. alude no sub-texto vai-se buscar nos órgãos de comunicação social. Pagos ou clicados.
Feliz Natal.
Feliz Natal!
Sónia Fertuzinhos é uma minhota lutadora, venceu uma doença, mantendo-se sempre em funções ,com peruca e tudo. À mulher o que é da mulher à politica o que é da politica.
Deverá ter registado que o meu postal é de solidariedade com a senhora em causa. Não conhecia a doença, saúdo a recuperação. É-me totalmente indiferente na avaliação.