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«A tristeza anda muito próxima do ódio. (…) Se bebes o veneno de outra pessoa – julgando que podes curá-la se o partilhares – só vais conseguir acumulá-lo dentro de ti.»
Michael Ondaatje, O Doente Inglês (1992), p. 53
Ed. Público, 2003. Tradução de Ana Luísa Faria. Colecção Mil Folhas, n.º 68

Há tristezas tão tristes que não lhes sobre uma força sequer para se odiar….
Na tristeza há um desespero. No ódio uma esperança.
«As palavras são uma coisa traiçoeira, muito mais difícil de manusear que um violino.»
(Do mesmo livro, pág. 45)
Esqueci-me. Grande Livro. Soberbo filme. Chorei baba e ranho….
«Um romance é um espelho em movimento.»
(Pág. 98)
Próximo Pensamento da semana?
Podia ser. Mas o próximo é do Diogo.
Felizmente os pensamentos não se perdem… mesmo os mais erráticos de nós poderemos perder-nos em pensamentos, não deles.
Como os textos, felizmente.
E agora tenho que tirar férias para ler tudo o que deixei por ler – incluindo uma série do Diogo que muito me interessou e que indelicadamente deixei no capítulo 2.
Agradeço-lhe a digressão pelos nossos textos. Espero que sejam do seu agrado.
Obrigada, Pedro. Mesmo quando discordo, costumam ser postais bem estruturados.
Não é por acaso que o Delito é um dos meus pontos de contacto com o mundo – as várias perspectivas são cores no preto e branco dos factos discutidos.
Uma das minhas frases preferidas foi escrita por não me lembro quem (
) – mas encimava a entrada da melhor livraria que conheci em Leiria, a saudosa Rua 32: “Tantos livros para ler e apenas uma vida para o fazer.” Bem se vê que o autor da mesma viveu depois da invenção de Gutenberg mas muito antes da de Zuckerberg…
Não sei se é do grelhado e deste pôr do sol, mas para si , o jpt ,o João André e para a Sarin, um Grande Abraço. O mundo e a vida terão o sentido que lhes queiramos dar.
«Não há melhor mestre que um excêntrico.»
(Pág. 189)
No excêntrico, como no louco habita uma sabedoria liberta. Perigosos porque independentes.
«Somos histórias colectivas, livros colectivos. Não somos escravos nem monogâmicos nos nossos gostos ou experiências.»
(Pág. 273)
Pela parte que me toca, do Abraço que não do grelhado, um sentido agradecimento pela lembrança em tal paisagem 🙂
Por vezes são o mundo e a vida que nos dão sentido, que sentido daríamos aos ocasos se assim não fosse?
Teste
Teste superado com distinção. a-li-o-livro-e-vi-o-filme-225-9889728
Primeiro no filme, depois no livro.
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/j
Estava a tentar perceber se todo o blogue agora tinha comentários bloqueados. O post do JA sobre os limites à liberdade de expressão é isso mesmo — não deixa passar comentários que não sejam de utilizadores registados, presumo: por que será que as pessoas que se dizem de esquerda são as que inventam mais limites para tudo?
O blogue tem os comentários como sempre teve: são moderados por cada autor.
Todos os dias há por aqui dezenas de comentários anónimos, filhos de pai incógnito.
Generalizações, V.?
Uma das funcionalidades de mediação é exactamente publicação automática dos registados e exigir aprovação a todos os outros – pelo que vejo há anos, é entre estes que se encontra a maioria dos mais destemperados comentários, talvez porque quem os faz entenda que liberdade de expressão equivale a poder dizer tudo sem se assumir responsabilidade pelo que se diz. Claro que há muitos não registados que assim se mantêm por militância filosófica e não por cobardia, mas o algoritmo ainda os não distingue – e cada bloguista tem o direito de definir os parâmetros de higiene que pretende no seu blogue. Somos convidados em casa alheia 🙂
Tudo bem. Como sou liberal, a mim pouco importa a natureza dos comentários ou se pertencem a um utilizador registado ou não: ou há comentários ou não há. Andar a modelá-los é esquisito.
Generalizações? Não. É uma contagem. Na minha experiência, regras intermédias, meias-considerações e alterar princípios absolutos (no caso, a liberdade de comentar) por causa de uma escala de valores particular (os comentários que eu quero que existam), vêm quase quase sempre do mesmo lado.
De resto I don’t care, é muito comum as pessoas não verem toda a extensão filosófica daquilo que defendem — não é nada de novo. Basta ver como os movimentos que congregam mais activistas passam por cima de todo o tipo de garantias que as leis universais dizem que conferem.
Discordo, V., e não por ser mais ou menos liberal até porque sou libertária.
No espaço pelo qual sou responsável não tenho de permitir aquilo que defini, ou não, como abusos – censura é não o permitir no espaço dos outros ou no espaço comum. A questão reside, antes, em os comentadores confundirem os espaços onde comentam: apesar de aberto ao público, um blogue é um espaço privado. E não está obrigado a contraditório. Exigir respeito para quem não respeita os outros é um exercício de que filosofia? Claro que esta coisa do respeito é algo vaga – mas vagos são também os Princípios de muitos comentadores, tão vagos que alguns nem saberão comentar se lhes pedirem uma qualquer identificação, uma inicial que seja, para rastreabilidade das ideias. Por mim, não me irritam os que usam a Liberdade de Expressão sem lhe associarem os outros direitos e deveres, como o Direito de Pensar ou o Dever de Assumir Responsabilidade pelo que se Escreve – excepto quando invocam direitos que a outros negam, claro, aí irritam bastante.
As filosofias que usem falácias como defesa arriscam a nulidade… e as generalizações a que alude aparentam pecar por estrabismo, V., tem viajado sempre com a face virada para o mar? 🙂