Leituras


Pedro Correia,

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«É estranho que o sentido do tacto, tão infinitamente menos valioso para os homens do que o da vista, se torne em certos momentos críticos o nosso principal, se não o único, meio de acesso à realidade.»

Vladimir Nabokov, Lolita (1955), p. 315

Ed. Teorema/Público, 2003. Colecção Mil Folhas, nº 37. Tradução de Fernanda Pinto Rodrigues

0 comentários em “Leituras”

  1. Ando há tanto tempo para ler este livro… mas confesso que nunca tive coragem (talvez por achar que a história é demasiado doentia!…)
    Admito que talvez eu tenha uma ideia errada ou até esteriotipada do enredo… e provavelmente só saberei se estou certa ou errada se o ler. Tenho de pensar de novo no assunto 🙂

    Essa citação que o Pedro escolheu é poderosíssima!

    Para ouvir:
    Ennio Morricone – Lolita (love theme & finale) (https://www.youtube.com/watch?v=-oijIhovtWw)

    1. Vale a pena ultrapassar esse preconceito, acredite. É um excelente romance, no fundo uma tragédia americana. Um romance pungente sobre o amor, o desamor e a solidão num mundo onde o progresso material acaba por conduzir o ser humano a novas formas de servidão.
      Obrigado pela banda sonora que aqui nos traz.

      1. Infelizmente não consegui incorporar o link no texto como pretendia! 🙁
        Esqueci-me que aqui na Sapo as coisas não funcionam da mesma maneira que lá na Blogspot.
        (desculpem lá a trapalhada)

        (^^)

      2. O bichinho da curiosidade e a beleza da banda sonora (que me arrebatou os sentidos) levaram-me, na impossibilidade de ler o livro, a ver o filme de 1997 baseado neste romance de Vladimir Nabokov.
        O Pedro tinha, obviamente, toda a razão pois valeu a pena deixar-me entregar à história… que mexeu comigo porque é uma verdadeira história de amor; um amor doentio, é certo… mas que não nos deixa intocados.

        Obrigada!
        (^^)

        1. Desculpe meter-me na conversa, Afrodite, mas se puder não deixe de ver a versão a preto e branco do Kubrick.
          🙂 Antonieta

          1. Bom dia Antonieta, obrigada pela sugestão.
            Por acaso vi os dois, o filme de 1997 (com Jeremy Irons) e o de 1962 (com James Mason)… mas tenho de confessar que a minha preferência vai para a versão mais recente.
            Só me falta mesmo ler o livro… 🙂

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