«Mas escreve. Não te rendas ao inimigo. Escreve memórias, faturas. / Por que desprezas o homem, papel, se ele te fecunda com dedos sujos mas dolorosos? / Pensa na doçura das palavras. Pensa na dureza das palavras. / Pensa no mundo das palavras. Que febre te comunicam. Que riqueza! / Mancha de tinta ou de gordura, em todo caso mancha de vida.»
Carlos Drummond de Andrade, A Rosa do Povo, p. 117
Ed. Livraria José Olympio, São Paulo, 1945

![IMG_0385[1].jpg IMG_0385[1].jpg](http://0.fotos.web.sapo.io/i/B5404dd57/19264674_g7vbT.jpeg)
Um livrinho precioso que comprei há cerca de um ano com o Público.
Gosto imenso do poema da página 129.
🙂 Antonieta
Uma edição histórica, em boa hora recuperada. E a um preço mais que tentador.
Um preço realmente incrível. Também comprei o ‘Grande Sertão:Veredas’ e o ‘Gaibéus’ nessa mesma colecção.
🙂 Antonieta
De facto, Antonieta, só não lê quem não quer. Nunca vi livros tão baratos como nos dias de hoje.