«Dissera-lhe que já não acreditava em Deus ou sequer na pátria, confessara-lhe que só lhe ficara a família, e, ao contrário dele, começava a sua história com uma grande derrota, com o fim do Império. Mas tinha uma paixão. Talvez isso o salvasse. Na Bíblia e na vida, era por uma mulher que tudo se perdia ou salvava.»
Jaime Nogueira Pinto, Novembro
A Esfera dos Livros (Lisboa, 2012)


E está em português ou em acordês?
Em português. Impecável, sem erros de ortografia.
🙂
-Suponho que sabe ler e eswcrever português, ou então sendo adulto, não completou as Famosas Novas Oportunidades !……
-Quanto ao livro, é um retrato fiel da desgraça que assalou Portugal no PREC, pós 25 de Abril (se calhar ainda não tinha nascido…) em que os comunistas(PCP UDP, BRIGADAS REVOLUCIONÀRIAS) e a esquerda militar, tentaram tudo o que era golpe, criar uma “república-democrática”, tipo RDA com o sol na terra !
Leia o livro e veja se compreende Portugal e os portugueses !
“Keep out de grass”
É um romance geracional, um romance de testemunho. Escrito de uma perspectiva pouco habitual – e até por isso mais interessante.
Terminei a sua leitura há poucos dias. Um livro fascinante, de escrita elegantíssima. Uma elegia sem ilusões (e não só no plano histórico, mas magistralmente quanto ao indivíduo perante a sua existência). Um tempo visto aqui sob outra luz que não a da história dos vencedores.
A história dos vencedores fatalmente dominará. A daqueles concretos vencedores, capazes de se fazer notar – e à sua verdade – bem para lá da sua real representatividade, bem para lá da Verdade, no seu implacável maniqueísmo em que eles são infinitamente bons e os outros infinitamente maus.
Mas não é assim.
Costa