É um bom artigo e deve ter sido uma boa conferência, concordo com muitas coisas sobretudo com o descomplexo que vai surgindo em Portugal por se ser de direita.Discordo de outras, até por que num País ideologicamente de esquerda conota-se de direita pessoas que noutros países seriam tidas como de esquerda e até dá-se ao luxo de considerar de esquerda os que pensam como os de centro-direita em Portugal (veja-se muito da ação dos democratas nos EUA que nem chegam a ser da internacional-socialista ou os liberais do Canada tidos como esquerda lá, mas onde são os neo-democratas os membros da IS). Agora neste confronto ideológico e com a crise que vivemos o que eu de facto aprendi foi que a economia é mais ideológica do que científica e digladia-se ideologicamente quase todos selecionam os itens que são conforme a que defende um modelo que acreditam e esquecem os que se lhe opõem. Tenho dias que me sinto de direita face a tanto exageros de esquerda e outros precisamente ao contrário.
Em Portugal vivemos ainda tempos de esquizofrenia pós-revolucionária, bem patente nos partidos políticos. Nenhum se reclama de direita. Nenhum se proclama liberal. O Partido Comunista meteu a “ditadura do proletariado” e a revolução na gaveta: é um partido socialista radical. O Partido Socialista nada tem de socialista: é social-democrata moderado, com fortes minorias sociais-cristãs e sociais-libderais. O Partido Social Democrata tornou-se um partido liberal, de centro-direita, com uns resquícios de direita populista: nada tem de social-democrata. O Centro Democrático Social é um partido conservador, vagamente aparentado com a democracia-cristão clássica, que nada tem do “centrismo” de que se reclama ainda no nome. O Bloco de Esquerda será de esquerda, mas é tudo menos um bloco. Como ainda agora se viu, com dissenções pela esquerda (MAS) e pela direita (Livre). E funciona cada vez mais como uma réplica do PCP, faltando-lhe no entanto a representação social, sindical, autárquica e histórica que o PCP tem.
Faltou a referência à revista “Atlântico” – por onde, aliás, passaram todos os nomes mencionados, e mais alguns. Mas no geral, sim, bom artigo. Dado o tema e o jornalista, estou surpreendido!
Faltou, de facto, uma referência à ‘Atlântico’. Um dia alguém há-de contar a história deste blogue/revista e a influência que teve no debate de ideias em Portugal nestes últimos dez anos.
Faltou Alberto Gonçalves, que põe a esquerdalha piursa.
Muito antes faltaria Vasco Pulido Valente. Que deixa todos os ursos ‘piursos’.
É um bom artigo e deve ter sido uma boa conferência, concordo com muitas coisas sobretudo com o descomplexo que vai surgindo em Portugal por se ser de direita.Discordo de outras, até por que num País ideologicamente de esquerda conota-se de direita pessoas que noutros países seriam tidas como de esquerda e até dá-se ao luxo de considerar de esquerda os que pensam como os de centro-direita em Portugal (veja-se muito da ação dos democratas nos EUA que nem chegam a ser da internacional-socialista ou os liberais do Canada tidos como esquerda lá, mas onde são os neo-democratas os membros da IS).
Agora neste confronto ideológico e com a crise que vivemos o que eu de facto aprendi foi que a economia é mais ideológica do que científica e digladia-se ideologicamente quase todos selecionam os itens que são conforme a que defende um modelo que acreditam e esquecem os que se lhe opõem.
Tenho dias que me sinto de direita face a tanto exageros de esquerda e outros precisamente ao contrário.
Em Portugal vivemos ainda tempos de esquizofrenia pós-revolucionária, bem patente nos partidos políticos. Nenhum se reclama de direita. Nenhum se proclama liberal.
O Partido Comunista meteu a “ditadura do proletariado” e a revolução na gaveta: é um partido socialista radical.
O Partido Socialista nada tem de socialista: é social-democrata moderado, com fortes minorias sociais-cristãs e sociais-libderais.
O Partido Social Democrata tornou-se um partido liberal, de centro-direita, com uns resquícios de direita populista: nada tem de social-democrata.
O Centro Democrático Social é um partido conservador, vagamente aparentado com a democracia-cristão clássica, que nada tem do “centrismo” de que se reclama ainda no nome.
O Bloco de Esquerda será de esquerda, mas é tudo menos um bloco. Como ainda agora se viu, com dissenções pela esquerda (MAS) e pela direita (Livre). E funciona cada vez mais como uma réplica do PCP, faltando-lhe no entanto a representação social, sindical, autárquica e histórica que o PCP tem.
Faltou a referência à revista “Atlântico” – por onde, aliás, passaram todos os nomes mencionados, e mais alguns. Mas no geral, sim, bom artigo. Dado o tema e o jornalista, estou surpreendido!
Faltou, de facto, uma referência à ‘Atlântico’. Um dia alguém há-de contar a história deste blogue/revista e a influência que teve no debate de ideias em Portugal nestes últimos dez anos.