Mortos pelo Estado, mortos por nós.Da Helena Garrido, no Observador.
12 comentários em “Leitura recomendada”
A autentica conversa da treta: Advoga que se deve pagar menos para ter melhor serviço. Grandes liberais!
Andam à anos a dizer que os funcionários públicos são o diabo e que o Estado não merece dinheiro porque não faz. Quando o Estado falha, os mesmos que apoiaram os cortes na despesa vêm chorar lágrimas de crocodilo porque não há meios. Claro que se os funcionários públicos trabalharem de graça há mais meios. Porque não se propõe a senhor para dar algumas horas do seu tempo na causa pública, em vez de exigir as horas dos outros?
Quando é que estes emplastros disseram que a política para o interior necessitava de dinheiro? Qual foi a reação quando foi reduzido o nº de guardas florestais? Qual foi a reação quando se promoveu entusiasticamente a desertificação do interior através do fecho de escolas, centros de saúde, estações de correio e tudo o que se pudessem lembrar? Alguém acredita que se o dinheiro não fosse devolvido aos funcionários públicos iria para o interior e para a prevenção de incêndios? Não iria subsidiar as Tecnoformas deste país?
Por nós, calma!!! Essa do Estado sermos todos nós é estória da carochinha. O Estado serve sobretudo para alimentar clientelismos partidários e nepotismos.
Trabalho por conta própria. O Estado só se lembra de mim aquando das declarações tributárias. Dá -me zero. Direito a subsídio de doença, de desemprego, não tenho. Não trabalho, não ganho. E depois ainda andam com essa das progressões automáticas. É de rir!!
Ajudo sempre que posso, dentro da minha actividade profissional. No outro dia estive num bairro social, municipal, que por exigência de campanha eleitoral foi prometida a sua reabilitação. Por fora todo pintadinho. Bom aspecto. Por dentro, na casa de um dos inquilinos, homem cego e paralisado de uma perna, vieram-me as lágrimas aos olhos.
O melhor que a casa tinha era uma moldura dourada, da filha, sobrinha, não sei bem, com traje universitário. Talvez fosse a único motivo de orgulho para aquela gente, dobrada a miséria. Talvez hoje trabalhe num super mercado.
O Estado somos todos nós, quando a pluralidade convém ao dito estado, quando ser povo dá dividendos políticos. É este infelizmente o Estado a que chegámos.
Ontem estive com DDT. Homem distinto. Preto por fora , negro por dentro. Gabardine, como pele.
Falamos, não falando. Cumprimento escondido. Irmão querido.
C tinha partido. Partiu, parido. Renascimento surgido. Nigredo, Albedo, Rubedo.
Loja Robespierre, Rua Grémio Lusitano.
30 de Fevereiro, 1969.
Vivi na Hungria. Banhei-me com Alžbeta Bátoriová. Nus e condenados. O Horror a Dor do irreparável. A máscara da morte rubra. Pele angelical. Trompete de Revelação.
Lavoura: Não está tão parva como diz. Adequa o discurso (a parvoíce) ao público. No Observador, dizer aquilo ainda é demasiado à Esquerda, devia ter pedido a extinção do Estado já amanhã. Sobre isto: «São 115 pessoas, com nome e família, que perderam a vida porque o Estado falhou.», está por provar que, nas condições excepcionais do tempo e dos fogos, mesmo com o Estado a funcionar a 100% se tivessem evitado todas as mortes. E as que foram por erros ou decisões erradas das pessoas? Para certos liberais, quando se trata de atacar o Estado a responsabilidade individual desaparece.
A Helena Garrido afina pelo diapasão do governo Passos Coelho: os salários dos trabalhadores em geral, e dos funcionários públicos em geral, devem diminuir. (Para diminuir os salários dos trabalhadores em geral, eliminam-se feriados e altera-se a regulamentação das horas extraordinárias.) Em particular, os funcionários públicos devem ser habituados a trabalhar por salários progressivamente menores (mais ou menos como o espanhol que tentava educar o seu burro a viver comendo cada vez menos, até que um dia o burro morreu), pelo que os seus salários nunca devem ser aumentados nem deve haver progressões nas carreiras. Para a Helena Garrido, o salário ideal de um funcionário público é: zero.
A autentica conversa da treta:
Advoga que se deve pagar menos para ter melhor serviço. Grandes liberais!
Andam à anos a dizer que os funcionários públicos são o diabo e que o Estado não merece dinheiro porque não faz. Quando o Estado falha, os mesmos que apoiaram os cortes na despesa vêm chorar lágrimas de crocodilo porque não há meios. Claro que se os funcionários públicos trabalharem de graça há mais meios. Porque não se propõe a senhor para dar algumas horas do seu tempo na causa pública, em vez de exigir as horas dos outros?
Quando é que estes emplastros disseram que a política para o interior necessitava de dinheiro?
Qual foi a reação quando foi reduzido o nº de guardas florestais?
Qual foi a reação quando se promoveu entusiasticamente a desertificação do interior através do fecho de escolas, centros de saúde, estações de correio e tudo o que se pudessem lembrar?
Alguém acredita que se o dinheiro não fosse devolvido aos funcionários públicos iria para o interior e para a prevenção de incêndios?
Não iria subsidiar as Tecnoformas deste país?
“À anos.”
Vê-se que as escolas andam a fechar.
A única coisa que o Estado quer bem abertos são os anos.
Há outro erro: “senhor” por “senhora” no terceiro parágrafo.
Parece que a sua revisão anda a falhar, assim a superioridade moral não fica completa.
Mas se retirarem dinheiro aos funcionários públicos, o problema do ensino e todos os outros ficam resolvidos.
Quando de fizeram os cortes quanto desse dinheiro foi para a floresta?
Só se o BPN, o BPP, o BANIF, e o BES são espécies arbóreas.
Por nós, calma!!! Essa do Estado sermos todos nós é estória da carochinha. O Estado serve sobretudo para alimentar clientelismos partidários e nepotismos.
Trabalho por conta própria. O Estado só se lembra de mim aquando das declarações tributárias. Dá -me zero. Direito a subsídio de doença, de desemprego, não tenho. Não trabalho, não ganho. E depois ainda andam com essa das progressões automáticas. É de rir!!
Ajudo sempre que posso, dentro da minha actividade profissional. No outro dia estive num bairro social, municipal, que por exigência de campanha eleitoral foi prometida a sua reabilitação. Por fora todo pintadinho. Bom aspecto. Por dentro, na casa de um dos inquilinos, homem cego e paralisado de uma perna, vieram-me as lágrimas aos olhos.
O melhor que a casa tinha era uma moldura dourada, da filha, sobrinha, não sei bem, com traje universitário. Talvez fosse a único motivo de orgulho para aquela gente, dobrada a miséria. Talvez hoje trabalhe num super mercado.
O Estado não sou eu. O Estado é uma besta!
O Estado somos todos nós, quando a pluralidade convém ao dito estado, quando ser povo dá dividendos políticos.
É este infelizmente o Estado a que chegámos.
antonio das mortes digere os nativos num governo do be+pcp
no mundo rural
no hospital
só por grande necessidade se vai vivendo aqui
espero assistir ao julgamento do raio, das condições meteorológicas, das torres de refrigeração
a PSP e as FA recebem ‘ar guido’
arrium porrium
Ontem estive com DDT. Homem distinto. Preto por fora , negro por dentro. Gabardine, como pele.
Falamos, não falando. Cumprimento escondido. Irmão querido.
C tinha partido. Partiu, parido. Renascimento surgido. Nigredo, Albedo, Rubedo.
Loja Robespierre, Rua Grémio Lusitano.
30 de Fevereiro, 1969.
Vivi na Hungria. Banhei-me com Alžbeta Bátoriová. Nus e condenados. O Horror a Dor do irreparável. A máscara da morte rubra. Pele angelical. Trompete de Revelação.
Castelo de Csejte, Trenčín….1599.
Beati hispani, quibus vivere bibere est
A Helena Garrido transformou-se numa segunda Helena Matos. Está completamente parva.
Lavoura:
Não está tão parva como diz.
Adequa o discurso (a parvoíce) ao público.
No Observador, dizer aquilo ainda é demasiado à Esquerda, devia ter pedido a extinção do Estado já amanhã.
Sobre isto: «São 115 pessoas, com nome e família, que perderam a vida porque o Estado falhou.», está por provar que, nas condições excepcionais do tempo e dos fogos, mesmo com o Estado a funcionar a 100% se tivessem evitado todas as mortes.
E as que foram por erros ou decisões erradas das pessoas?
Para certos liberais, quando se trata de atacar o Estado a responsabilidade individual desaparece.
A Helena Garrido afina pelo diapasão do governo Passos Coelho: os salários dos trabalhadores em geral, e dos funcionários públicos em geral, devem diminuir. (Para diminuir os salários dos trabalhadores em geral, eliminam-se feriados e altera-se a regulamentação das horas extraordinárias.) Em particular, os funcionários públicos devem ser habituados a trabalhar por salários progressivamente menores (mais ou menos como o espanhol que tentava educar o seu burro a viver comendo cada vez menos, até que um dia o burro morreu), pelo que os seus salários nunca devem ser aumentados nem deve haver progressões nas carreiras. Para a Helena Garrido, o salário ideal de um funcionário público é: zero.