![mw-860[1].jpg mw-860[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2018/20993387_eVWEV.jpeg)
Isto não é não jornalismo. Do Ricardo Costa, na SIC:
«Perante a divulgação da acusação mais grave da nossa democracia, que cruza a maior falência bancária do pós-25 de Abril e o colapso da jóia da coroa da bolsa portuguesa, o que devem os jornalistas fazer?
(…)
Os jornalistas não são juízes nem políticos. Não se devem confundir com eles. Mas não podem usar as limitações ou as hesitações daqueles como argumentos para a sua confortável inacção, que, no limite, redunda numa profunda incompetência ou inutilidade.
Mas não fazer nada de jeito, nada de relevante, nada de fundo sobre a Operação Marquês é mesmo uma opção jornalística? Deve mesmo tratar-se este caso como todos os outros ou como as questões do momento que vão e voltam? Ou, neste caso, é uma profunda e determinada opção de não jornalismo?
É mesmo uma opção editorial dedicar mais recursos e tempo a falar dos dramas do consumo do abacate ou do futuro da mobilidade urbana do que da Operação Marquês?
(…)
Não dar aos leitores, espectadores ou ouvintes trabalhos de fundo sobre a Operação Marquês é anular o papel dos jornalistas numa democracia. É decretar um intervalo de uma década até que o caso transite em julgado. Nessa altura levantam o cordão sanitário e fazem um ar de espanto com o que esteve sempre à frente dos seus olhos.
(…)
A mim, a Operação Marquês fez-me corar quando li, quando ouvi e quando vi. Corei de vergonha da nossa democracia, da política que finge que não se passa nada e do jornalismo ao retardador ou que não faz o seu trabalho para não atrapalhar a justiça.»

Obrigado aos jornalistas que me deram a saber que o sujeito que governou o País durante 8 anos tem o descaramento de dizer que está na política porque é vaidoso.
Hahah! A ultima facada no nº1.
Tivesse o Eng. Sócrates sido experto e feito uma aliança com a Extrema Esquerda – sim ainda existe – e provavelmente não teria problemas.
Vejam lá o que aparece no “jornalismo” tuga sobre Lula para terem um aperitivo do que aconteceria nas “notícias” caso Sócrates fosse ainda líder da Esquerda.
Isto se a justiça se mexesse caso o fosse, o que até é duvidoso.
Imagine-se ainda se Passos tivesse sido o nº2 de Sócrates…o que não se diria e escreveria hoje…até teríamos pedidos de demissão.
“e do jornalismo ao retardador ou que não faz o seu trabalho para não atrapalhar a justiça.»”
Ou quando a justiça ao retardador finge não fazer o trabalho de atrapalhar o jornalismo.
“É teu dever respeitar a lei, mas quando a lei colidir com a justiça luta pela justiça”.
Porquê tanto espanto?. É apenas o resultado de um sistema político centralizado num só personagem sem contrapoderes efectivos.
Confere-lhe concentrado poder político sem contrapoders efectivos.
Confere-lhe vastos poderes inclusivé o de povoar, a seu gosto, a Assembleia da República -o poder Legislativo- e demais orgãos dependentes desta, nomeadamente Comissões Parlamentares de Inquérito.
Confere-lhe vastos poderes de influência -directos ou indirectos- em todo o Estado e a comunicação social….
Alguns dos resultados de este sistema político estão à vista.
Desde as Finanças públicas desastrozamente “organizadas” até aos corredores dos Hospitais públicos como armazém de doentes.
Infelizmente o mesmo, intocável, sistema político -intransigentemente defendido pela classe política no poder- replicará os mesmos resultados.
PS- Se o ex-PM não fosse PM teria amigos tão ricos e predulários ?.
Certeiro!