Raras vezes tenho lido uma entrevista tão emocionante, tão comovente e ao mesmo tempo tão reveladora da personalidade da entrevistada, sem nunca a entrevistadora confundir acutilância com impertinência. Aconteceu-me há pouco, ao ler com atenção a entrevista que a nossa Helena concedeu à edição de hoje da revista Sábado. Título da entrevista, cuja leitura naturalmente recomendo: «O Miguel não era um herói, era o meu filho.»
Parabéns à entrevistada, que “não se furtou a nenhuma pergunta”, como revela a revista. E parabéns também à entrevistadora, Dulce Garcia. Já fiz centenas de entrevistas e sei bem como é um género jornalístico muito mais difícil do que parece. Um dia destes falarei de algumas delas aqui: há matéria para uma nova série neste blogue.


Obrigada Pedro. A Dulce é uma óptima entrevistadora!
Grande entrevista, grande retrato, grande documento, Helena. Li uns trechos com um sorriso nos lábios e outros com um nó na garganta.
Isto sim, é jornalismo. Do melhor.
Acabei de ler. Tens toda a razão, Pedro. Excelente entrevista, excelente entrevistadora, superlativa entrevistada.
A Helena, como só ela:)
Não li a entrevista mas a frase que aqui trazes leva-me a recordar a reportagem que ouvi na TSF sobre Catarina Eufémia, onde uma das filhas desta heroína do PCP relembra a perda da mãe e a consequente institucionalização dos seus três filhos na Casa Pia. Uma família destruída, separada. Mas este sentimento, esta realidade apenas o é para os seus familiares. Para a opinião pública fica o mito de uma personagem. Acredito que o mesmo se passe neste caso. Miguel Portas foi para muitos um livre pensador, uma pessoa com posições publicas, político activo, mas para HSC era “apenas e só” o seu filho. E foi isso que perdeu. Muito mais do que nós.
Ainda bem que chamaste a atenção para a entrevista. Li-a hoje, com imenso prazer. Uma grande entrevista a uma grande mulher.
Também li e gostei muito! Bela foto da Helena, com um par de brincos minhotos (ou então, en tout cas, uns fusos portugueses).