A SUBIR
José Sócrates. Por um voto se perde, por um voto se ganha. Ele venceu.
Paulo Portas. Desta vez não se limitou a derrotar as sondagens: teve um espectacular subida eleitoral. E elege mais nove deputados.
Francisco Louçã. Se ele é de extrema-esquerda, a extrema-esquerda nunca foi tão popular em Portugal. Duplicou a bancada parlamentar e contribuiu para retirar a maioria absoluta ao PS.
Sondagens. Desta vez andaram perto. Ao menos desta vez.
Manuel Alegre. Ajudou o PS a vencer sem perder autonomia. Os amadores deviam aprender com este profissional da política.
Ribeiro e Castro. Reaproximou-se de Portas, encabeçando a lista do CDS no Porto. Ganhou a aposta. O partido fez eleger quatro deputados neste distrito.
PEV. Volta a ganhar dois deputados na Assembleia da República à boleia do PCP. Nada mau, para um partido que não existe.
MRPP. Não elegeu um só deputado, mas vai receber uma subvenção pública. Poucos votos, muitas notas.
Debates. Com cerca de um milhão de espectadores, foram cruciais para formar intenções de voto. Os politólogos diziam que o povo andava divorciado da política. O povo demonstrou que os politólogos estavam enganados.
Clara de Sousa (SIC). De longe a melhor moderadora dos debates televisivos.
Parlamento. Volta a ser a chave das negociações políticas e dos processos de decisão. É uma forma de Portugal se tornar mais europeu.
Bloco central. Está de volta. Para já, só enquanto maioria aritmética em São Bento. O próximo passo será a maioria política.
TGV. Ao que tudo indica, arrancará enfim nesta legislatura. Com apoios à esquerda e à direita, que não quererão perder o comboio. A opinião do Presidente da República tornou-se irrelevante.


“Por um voto se perde, por um voto se ganha. Ele venceu”.
Foi uma “vitória extraordinária”: perdeu 500.000 votos e 24 deputados.
E se o MRPP concorresse às eleições com um símbolo próprio? Isso é que era giro…