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E de repente o País mediático suspende a campanha eleitoral. A eleição legislativa decorrerá daqui a menos de um mês, mas a notícia dominante – direi: quase exclusiva – gira em torno da “libertação” de José Sócrates. No momento em que escrevo, os seus advogados falam em directo em todos os canais informativos e prometem desde já que o seu cliente não irá ficar calado. E a casa onde agora habita não tardará a ser destino de inúmeras romagens de desagravo, oriundas das fileiras socialistas.
Tudo isto constitui um pesadelo acrescido para António Costa. Quanto mais esforços ele faz para retirar Sócrates do horizonte, sublinhando que a justiça e a política não devem confundir-se e que o período governativo que conduziu Portugal ao terceiro resgate financeiro de emergência não está desta vez sob escrutínio, mais o ex-primeiro-ministro impõe a sua presença.
“Em questões de ilegalidade absoluta, como é o caso, não há vitórias relativas, mas há derrotas absolutas. E neste caso houve uma derrota absoluta da acusação, do Ministério Público, que finalmente começa a mostrar aquilo que sempre dissemos: este processo não tem sentido, não tem razões sérias, não há factos, não há provas, e ao fim de nove meses não há acusação.” Palavras de um dos advogados do antigo chefe do Governo, proferidas enquanto redijo estas linhas.
Este megaprotagonismo mediático, sendo útil ao cidadão José Sócrates Pinto de Sousa, é péssimo para Costa – desde logo por subalternizar a mensagem de alternativa política que o líder do PS pretende levar aos eleitores. Mas também por deixar evidente que nesta corrida às urnas não será feito apenas o balanço da legislatura 2011-15: as duas anteriores, que decorreram entre 2005 e 2011, virão fatalmente a debate pelo simples facto de Sócrates persistir em “andar por aí”, como dizia o outro. No critério de avaliação dos eleitores pesará não apenas o confronto entre Costa e Passos Coelho mas uma comparação subliminar entre o ainda primeiro-ministro e o seu imediato antecessor.
Como dizia Lenine, os factos são teimosos. Não adianta iludi-los, por mais forte que seja essa a tentação.

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É isso aí, Costa enganado. Também há quem saiba associar um a outro e aquilo com isto, tanto mais quando o actual secretário geral e candidato a nosso 1º foi nº 2 quando Sócrates governou, e muito próximos na esfera partidária e pessoal não se notando desde então divergências de qualquer espécie.
Sócrates ainda não falou e já está a suscitar imenso ruído. Todo o fim de semana de campanha foi à vida por causa disto.
Foi muito boa esta decisão sobre enviarem Sócrates para casa, não havia alternativa. Sócrates ajudará os portugueses e em particular os eleitores do PSD/CDS a compreender as absolutas semelhanças governativas com este grupo que apoiam.
O desespero do PSD/CDS revelou-se nas declarações de Paulo Rangel que, por falta de argumentos credíveis sobre a governação da referida formação, optou pela chicana política.
Eles pretendem esconder que o programa que os regeu fundamenta-se no PEC IV. Aquele PEC que serviu de pretexto para um assalto ao poder e que tão propagado foi em campanha para enganar os eleitores portugueses.
Não nos admiremos, portanto, que a chicana política pretenda usar Sócrates para fingir um embaraço a Costa. Quem está embaraçado é o PSD/CDS, e as sondagens revelam que tal embaraço os impede de descolar das perdas que já contabilizam.
Para já, quem está ‘embarazada’ é a Joana Amaral Dias.
Couldn’t care less. Com as legislativas, com o PS, com António Costa, com as notícias. Tudo sem interesse nenhum.
Deduzo pelo seu comentário que não tenha ajudado hoje a apagar as velas num certo bolo de aniversário…
Pode ser que o PS perca as eleições e se regenere ou desapareça que é quase a mesma coisa.
Se desaparecesse é que era bom — mas há 4 milhões de funcionários públicos. Ou 3. Ou lá o que é. Muitos. Demais. Quando vierem os sírios e o resto da maralha passa para 8 milhões de bocas para alimentar sem que um deles consiga fazer sequer um cafezinho.
“E tudo o Vento Levou” …. Grande filme!
Enorme. Tem quatro horas de duração.
Não pude deixar de sorrir à menção de Abade Faria…Edmond Dantes também teve o seu… mensagem subliminar ? 🙂 :):)
PS.: Eu sei quem foi o Luso-Goês, ok?
Se vamos ao antecessor de Passos Coelho, temos de ir ao tempo de Cavaco Silva como primeiro ministro, do PSD e recordar os seus ministros e secretários de estado que foram um exemplo para a nação. Não esquecer que o juiz que prendeu Sócrates é o mesmo de Dias Loureiro, mas também não sabemos porquê, esqueceu-se do processo de Dias Loureiro, provavelmente à espera de o deixar prescrever. Isto há coisas na nossa justiça tão interessantes e ao mesmo tempo esquisitas, q.b.
Esquisito é haver quem questione a independência do poder judicial, consagrada na Constituição da República. Por algum motivo você se manteve anónimo. A coragem, está visto, não é muita.
Prende-se alguém que está em Paris, à saída dum avião e que vem para o país porque há perigo de fuga? Prende-se alguém sem provas depois de dois anos de investigação? Prende-se para investigar? Solta-se em vésperas eleitorais? O mesmo juiz, prende este e não se prende outros, em igualdade de circunstâncias ou piores? Afinal a justiça está ou não politizada? É que se não está parece e o Paulo Rangel tinha toda a razão quando disse: com o governo do PSD prendeu-se um primeiro ministro.
Mantenha-se anónimo. Faz muito bem.
Parece estar mais preocupado em saber quem lhe dirige a mensagem do que com a mensagem.
Quer mandar-lhe bolinhos? Ou tem outros interesses em saber o nome?
Não tenho interesse algum. As opiniões anónimas não me merecem o menor crédito. A diferença é que antes estavam escritas só nos sanitários públicos e agora pululam na Rede. Mas valem o mesmo.
Imaginava-o mais democrata, mais aberto a todos os comentários, fossem eles do Manuel, do B, do A, da Tempestade, do Francisco ou do anónimo é que que todos eles têm nome, mas não têm rosto. Isto de tratar os anónimos que lhe dizem coisas que não são do seu agrado, desta maneira, é duma indelicadeza total que não condiz com um jornalista que tem como missão, informar e não deitar abaixo só porque não gosta porque se gostasse a comparação não era esta.
Quer maior abertura do que publicar tudo isso aqui? Não me peça é que subscreva o conteúdo. E muito menos que aplauda a cobardia.
” Confunde-se em Portugal tantas vezes a justiça com a violência que é vulgar não haver reacções contra o crime e haver reacções contra a pena. “
Frase de alguém que sabia muito bem o que queria e para onde ia.