Algumas propostas dos pequenos partidos:
Movimento Esperança Portugal (MEP) – Apoio à reestruturação das dívidas das famílias aos bancos. Cheque-emprego famílias. Ensino pré-escolar universal aos três anos. Defesa do reagrupamento familiar dos imigrantes.
Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) – Ruptura com a actual União Europeia. Luta do trabalho contra o capital. Semana das 30 horas. Definição de um salário mínimo europeu.
Partido da Nova Democracia (PND) – Combate à corrupção, ao clientelismo e ao amiguismo. Redução drástica do número de deputados.
Partido da Terra (MPT) – Prioridade à defesa da zona marítima nacional. Utilização de submarinos para combate à droga e ao contrabando. Recuperação das actividades marítimas. Criação de um Ministério do Mar.
Partido Democrático do Atlântico (PDA) – Acabar com o cargo de representante da República nos Açores.
Partido Humanista (PH) – Direito de voto aos imigrantes com cinco anos de residência. Generalização do voto electrónico. Fim dos governos civis. Renegociação da dívida externa. Eliminar os falsos recibos verdes com mais fiscalização. Adopção de crianças por casais do mesmo sexo.
Partido Nacional Renovador (PNR) – Serviço militar obrigatório para os jovens do sexo masculino. Suspensão dos acordos de Schengen e restabelecimento do controlo das fronteiras nacionais. Criar um Ministério da Família. Repatriamento imediato de todos os imigrantes clandestinos. Saída de Portugal da NATO.
Partido Operário de Unidade Socialista (POUS) – Contra o plano de resgate imposto pela União Europeia e pelo FMI.
Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) – Defender os direitos dos animais. Incentivar a promoção do vegetarianismo como dieta mais saudável e mais ética. Inclusão das medicinas e terapias alternativas no Sistema Nacional de Saúde. Promover o abandono da industrialização de carne.
Partido Popular Monárquico (PPM) – Restabelecimento da monarquia. Defesa da regionalização. Recuperação do património. Alargamento dos horários de funcionamento dos museu.
Portugal Pró Vida (PPV) – Não ao aborto. Não à eutanásia. Não ao casamento homossexual.
Partido Trabalhista Português (PTP) – Eliminar a corrupção e o compadrio. Aumentar o salário mínimo nacional. Reposição dos cortes salariais. Acabar com os falsos recibos verdes. Mais esquadras de bairro. Mais médicos de família.


Em 1º lugar quero agradecer o seu trabalho em publicar os programas eleitorais dos varios partidos. Sempre me perguntei porque não tem os Portugueses coragem de votar noutros partidos sem serem os do costume?
Agora percebo, uns com ideias ridiculas outros parecem que vivem noutro seculo,outros mentem etc.ect.´
De facto, Isabel, tirando honrosas excepções a maioria das propostas eleitorais destes partidos é profundamente decepcionante. Alguns deles, a bem dizer, nem chegam a ter programa eleitoral: limitam-se a umas vagas proclamações como se estivessem antecipadamente convencidos de que ninguém lerá o que propõem aos portugueses.
Pedro,
obrigado pelo serviço público. Graças a si, decidi finalmente em quem votar. É que, em todos estes partidos, descobri um, e só um, com cujas propostas (aqui editadas) concordo na íntegra.
Mais uma vez, obrigado.
Ainda bem, Luís Lavoura. Gostei de saber isso. É a prova de que este levantamento acabou por ter alguma utilidade.
Não comentando as propostas dos partidos folgo em ver que pelo menos aqui no Delito não existe recriminação dos partidos mais pequenos, e gostaria de pensar que sempre vale a pena batermo-nos pela nossas utopias.
Lá acabei por fazer este levantamento, Utópico. Mas confesso-lhe que achei frustrante. A maioria destes partidos não revela consideração pelo eleitorado. Ao ponto de vários não terem sequer um programa eleitoral digno desse nome.
Não me pronunciando mais uma vez sobre a qualidade das ideias dos pequenos partidos, mas ficando apenas pelo que respeita à igualdade de direitos, folgo em ver que o Delito é imparcial, o mesmo já não se dizendo de certos orgãos de comunicação social.
Até consigo compreender a atitude do PCTP/MRPP, pois o cumprimento da decisão do tribunal pelas televisões foi uma autêntica palhaçada. Passo a explicar:
1) Não havia debates com os grandes partidos, aqueles com assento parlamentar (excepção para a CDU);
2) 10 minutos para cada, ao passo que nos anteriores (na primeira liga) cada líder partidário teve pelo meno 40 minutos;
3) Hoje passaram 4 debates onde o líder do MEP esteve em simultâneo nos 4 canais. Só se tívéssemos o dom da omnipresença poderiamos acompanhar todos.
A isto chama-se: igualdade de direitos.
P.S: reconheço que existem partidos pequenos cujas ideias podem não ter qualquer nexo, mas se não garantirmos uma igualdade de direitos, o que nos garante que um dia não surgem um partido pequeno, com ideias interessantes, relevantes e que por não ter os mesmos direitos não consegue fazer ouvir a sua voz, e com isso crescer e contribuir para uma melhoria da nossa sociedade?
Também achei muito útil esta referência às propostas dos pequenos partidos (embora alguns, como diz, nem tenham um programa).
Aqui, o que me intrigou mais, foi o PCTP/MRPP. Como podem eles defender a ruptura com a actual União Europeia e, ao mesmo tempo, a definição de um salário mínimo europeu? Para mim, isto é um contra-senso.
Nada para admirar num partido que faz um chavascal enorme a exigir debates televisivos, incluindo queixinhas ao tribunal, e depois falta a esses mesmos debates.