Legislativas (17)


Pedro Correia,

  

O QUE DIZ A NÚMERO 2 DO PS POR LISBOA

 

"Se sou a favor de todos os grandes investimentos, não sei. Por exemplo, dá-me imenso jeito ter o aeroporto no centro da cidade, mas é obviamente incomportável e não sei como ainda não houve uma desgraça. Às vezes penso também nos flamingos da outra margem…"

 

"A cultura tem sido muito reduzida à vontade do ‘Príncipe’, o que me enerva solenemente. (…) Nos últimos anos houve coisas muito corajosas, mas também muita falta de diplomacia e precipitação."

 

"Tenho tentado perceber e conhecer mais em detalhe a reforma que foi apresentada [avaliação dos professores] e tenho tido alguma dificuldade, o que não é bom sinal. Sou a favor de um sistema de avaliação, mas não tenho a certeza que este seja o melhor – e, em todo o caso, não será se não for reconhecido por aqueles que vão ser avaliados."

 

"Lá porque alguns dizem que 200 euros [de apoio à natalidade] é ridículo não se dá? Sabemos o país em que vivemos? É um país muito rico ou não? Pode-se dizer que é uma medida eleitoralista, mas a verdade é que é uma ajuda!"

 

"Apesar de tudo, foram feitas reformas essenciais, como o subsídio para idosos e o aumento do salário mínimo."

 

"Claro que me incomoda [o caso Freeport] e adorava ver o caso elucidado o mais depressa possível."

 

 

Inês de Medeiros – segunda na lista socialista pela capital, logo após Jaime Gama – em entrevista ao semanário Sol (sublinhados meus)

21 comentários em “Legislativas (17)”

  1. É muito trsite ver que hoje em dia os partidos recrutam pessoas ou pelo seu mediatismo ou pelas amizades cúmplices.A resolução dos problemas do país e as diferentes ideologias que deviam estar por trás dos partidos como formas alternativas de os resolver pouco importam.Daí que cada vez mais haja gente que queira estar longe dos partidos,mas eles encarregam-se de dificultar a vida a essas pessoas como hoje aqui escrevo: http://vilaforte.blogs.sapo.pt/247739.html

    bom fds meu caro Pedro

  2. Uma rapariga gira, porventura talentosa para outras artes, por exemplo a 7ª, mas nunca para 2ª neste, nem em qualquer partido.
    O cinema está e esteve sempre em crise em Portugal, aliás nem sei se poderá dizer “crise” a uma coisa que quase não existe, será essa”relação” que a levou para a vida política ?;))

    1. Parece que não, que não se muda, e ouvi dizer que já está bem ‘encarrilhado’ um lugar para assessor do embaixador da Unesco. Ah, mais oui, Paris, c’est toujors Paris…
      Ademais, diga-se que também não fará por cá falta nenhuma, pois gente sem ideias e que só diz disparates, temos nós de sobra. E até podemos exportá-las para Paris e para outros lados, o que é capaz de fazer subir aqueles excelentes 0,3% para uns óptimos 0,31%, ou mais!

  3. Alguém dizer que «adorava» que o caso Freeport chegasse ao fim é, no mínimo, um descoco. Eu «adorava» que estas coisas não fossem abordadas com terminologia de palco. O termo é completamente descabido e despropositado e eu sou sensível a isso.

    No fundo, «adorar» o desfecho do caso e «às vezes» pensar «nos flamingos da outra margem» são duas declarações giras. Só que o exercício político devia ter-se como algo mais do que uma coisa ‘gira’.

  4. De repente, veio-me à mente a célebre frase de Carmona no final do julgamento dos implicados na revolta de Sinel de Cordes: “A pátria está doente”. Só pode, mesmo. Depois de o Manuel Pinho ter virado ministro, julgava que não dava para descer ainda mais baixo, mas parece que ainda há patamares a seguir ao subsolo…

  5. Eu estava a rir-me enquanto lia e pensava que Sócrates ou teve azar ou deixou mesmo de conseguir atrair raparigas giras com mais que dois neurónios, que é o número que me parece que a Inês tem (quanto à Patrocínio, prosseguem as buscas). Mas depois lembrei-me de uma cena passada numa cama do filme “Os Cornos de Cronos”, do Fonseca e Costa, e comecei a pensar que, em certos corpos, muitos neurónios também não são precisos, até porque podem provocar curto-circuito. E, afinal, há imensos deputados com piores corpos que também não os têm ou não os usam. Cheguei a esta conclusão com bastante alívio (e, confesso, ainda tentando visualizar devidamente a tal cena) e estava até disposto a votar PS quando me lembrei que não voto em Lisboa mas no Porto, onde a primeira mulher da lista é Ana Paula Vitorino, senhora que, convenhamos, mesmo possuindo mais neurónios (dizem-me que tem pelo menos trinta e oito a analisar em permanência as melhores formas de convencer Sócrates a dar-lhe o lugar do Mário Lino) não tem os mesmos argumentos. Sendo assim, não vou votar PS. Vou é agora para a cama (acabei de reparar que são três da manhã) continuar a tentar pensar nos pontos fortes da Inês.

  6. Quem faz uma afirmação como a do 1º parágrafo, só pode ter um QI muito reduzido… Refiro-me obviamente à justificação, já nem entro na necessidade de existir ou não 1 novo aeroporto!… Coitadinha! Depois é este tipo de gente que os partidos escolhem pra dar a cara e incentivar uma pessoa a votar neles!… Isto está perdido!…

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